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Impactos Imediatos e a Caminho do Veganismo

terça-feira, 3 de janeiro de 2017.
Este ano está nos planos fazer a transição completa ao veganismo, mas por enquanto ainda que a dieta não seja 100% vegana já acumulo muitos frutos com a mudança de hábitos alimentares.
O primeiro foi a redução drástica de peso perdi em 30 dias 20 kg e nos meses que se seguiram mais 5, ou seja, foram embora 25 kg de gordura e até uns músculos que se escondiam nisso tudo estão a aparecer.
Na saúde imediatamente foram embora a fadiga, o cansaço e as dores nas costas oriundas do excesso de peso. Além da diminuição da insônia, do fim das crises de câimbra e das dores contastes e que não acabavam nunca me fazendo trabalhar e viver sobre estresse o tempo todo. Só com a mudança de hábitos alimentares, fim da ingestão de carne, passei a usufruir de uma saúde bem mais forte e revigorada. Agora junto ao projeto veganismo tem a academia pra manter a boa forma do corpo, já que a da mente melhora a cada dia.
Até mesmo as crises advindas das oscilações de humor melhoraram significativamente, apesar de não as ter eliminado, mas estão bem mais sobre controle que antes.
Agora eu sei que além de tudo isso foi bom para o meu corpo, minha saúde espiritual e minha saúde ética.
Sinto-me bem com o caminho que trilhei até aqui e vamos conversando a medida que este foi se desenrolando.  
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Meu Despertar para o Veganismo

domingo, 28 de agosto de 2016.

Dando continuidade as postagens. O conflito surgiu quando a ética cristã da qual eu estava sujeito e seguia, pelo menos por princípio, entrou em choque direto com o estilo de vida que eu tinha. Por vezes me senti um hipócrita, e de noite bebia o amargo sabor da taça da verdade, eu estava me desviando de tudo o que acreditava e precisava consertar isso.
Em todos os teóricos em que achei o que realmente me agradava estavam de um lado Leon Tolstói que deixa mais do que claro em “o reino de deus está dentro de vós” e “minha religião” que a filosofia do NÃO MATARÁS se estende a todas as criaturas divinas. Deus, Alá, Jeová, Iawé ou seja lá como você o chame fez de todos nós uma única vez e a todos está estendido a possibilidade de compaixão. Todos sentimos, eis a questão. Jaques Ellul em “Anarquia e Cristianismo” faz uma brincadeira de não ter ido para a vertente mais radical da esquerda pela impossibilidade teológica da prática do terror, mas aí ainda a implicação do “não matarás” nenhum ser da criação era alimento no paraíso de Adão e Eva. Vernard Eller emenda em Anarquia Cristã para as interrupções da filosofia de cristo quando um grupo fundamentalista impõe suas regras, os que estão de fora são logo vitimas de violência e violência em nenhum estágio está nas graças de cristo.
Isso tudo estava me corroendo por dentro. Como continuar sendo cristão sem adotar uma vida diferente da que estava praticando. Encontrei na prática do Veganismo uma possibilitando. A transição é lenta, mas uma hora eu consigo seguir um caminho diferente e estarei em paz comigo mesmo por saber que andei a seguir os passos do mestre, tentando me desviar de tudo aquilo que me tenta a me afastar dele.
Por em prática aquilo que nos propõe o livro das Lamentações 3:21

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.  
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O Último Abraço e Porque Ele é Meu Único e Verdadeiro Amigo

domingo, 14 de agosto de 2016.
Sempre achei que nós demoramos muito para conseguir dizer a alguém o que realmente sentimos e embora eu tenha tentado fazer isso sempre, por vezes, eu tenho fracassado. Tudo começou quando a 18 anos atrás meu melhor amigo e pai faleceu. É engraçado como a gente só consegue refletir sobre algo quando já se passaram anos, com o meu pai foi assim.
Tudo o que somos hoje, eu e meus irmãos, só o são graças ao exemplo que ele nos deu em casa. Amando a família sem medo e nem pensar outra forma senão demostrar para todos que era assim e tudo estava certo e perfeito. Eu sei que a grande maioria das pessoas se quer conseguiram ver um casal que se ame de verdade, imagina ter alguém que demostrava isso por toda a família, acredito que isso serviu intuitivamente de molde para todos os seus filhos e acredito que mesmo sem pensar sobre isso o que nós procurávamos era reproduzir o molde de amor e fraternidade que sempre tivemos bem perto de nós.
A gente nunca conta os dias esperando que as pessoas que amamos se vão e ainda que enfrentemos doenças e acidentes graves sempre temos a esperança de que tudo vai ficar bem, quando estamos envolto em amor fraterno não tem a possibilidade de admitir que nós meros mortais somos feitos para acabar, e aí que reside o problema sempre fica para trás um; eu te amo, você é tudo para mim, o abraço final, o beijo final e tudo o que poderíamos fazer para demostrar vai passando e vemos nossos amados partirem sem conseguir dar este “último alguma coisa” esse sentimento de ter deixado passar algo pode realmente te deixar na lona. Quando Antônio (meu pai) se foi não tive a oportunidade de dar um abraço forte e dizer quanto o amava e era agradecido a Deus por isso tudo. Talvez por isso tenha ido três semanas seguidas e ficado parado em frente de sua lapide, tinha 09 anos e para quem tinha a figura paterna como tínhamos foi um peso muito duro de segurar.
Hoje, se tenho força para vencer quando tudo parece ir contra, se acredito institivamente na possibilidade do amor conjugado em seus vários prismas e se acredito nos valores cristãos, mesmo que as vezes me desvie de conversar sobre eles, é porque tive mesmo que por pouco tempo em minha vida alguém que se mostrou tão forte e altivo justamente nisso tudo. Reconheço o valor de ajudar o próximo, de amar as pessoas sem esperar nada em troca e de receber apenas o que me é de direito adquirido com meu esforço e dedicação, tudo isso devo ao Antônio, meu mestre, mentor, meu melhor amigo, meu espelho e por graça divina meu pai.
Sabe o que eu fazia nas manhãs que passava parado em frente de sua lapide? Agradecia a Deus por tudo o que foi nos dado e mesmo que sem poder fechá-lo nos meus braços estava ali abraçando-o e dizendo a ele o quanto o amava. Espero o dia que poderei agradecer pessoalmente ao criador tamanha gentileza.

A Antônio Alves de Sousa Filho minha eterna memória de amor fraterno e sincero. Sempre te amarei. 

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Em Construção ou Porquê a Lealdade é o Principal

terça-feira, 9 de agosto de 2016.


É uma tarefa insalubre tentar conversar com alguém sobre os valores pessoais, principalmente porque os levo tanto a sério e a risca que considero descartável tudo o que transgrida isso. Explicando melhor.... tenho em mim os ensinamentos de cristo e de Siddarta Gautama em tamanha conta que tento fazer deles minha própria “religião pessoal”, quem está por aqui a primeira vez (no blog) pode estar se perguntando agora: “mas, afinal de contas qual a sua ‘igreja’?” Posso lhe responder sem titubear que não possuo nenhuma religião institucional. Mas criei para mim mesmo um forte “código de honra” em que os ensinamentos das duas figuras já citadas fazem parte significativamente deste processo.
Voltando a questão chave aqui... Por que, então, considero a lealdade o pilar de tudo? Pra mim é muito simples, sem lealdade nada se sustenta, nada se mantém e principalmente não há segurança ou confiança sem lealdade, primeiro porque a base dos relacionamentos é esta. Ainda que algum dia você fracasse em alguma coisa a cumplicidade te traz de volta e ela só se constrói sobre a lealdade, em outras palavras o ser humano aí do seu lado agora só irá realmente ser o que é sobre o pretexto de você revelar-se como tal.
 O problema disso tudo é que apesar de não querer que ninguém “creia” ou siga as coisas das quais eu sou devotado ainda me frustra quando encontro não poucas vezes com gente que acha a lealdade valor completamente descartável, posso até viajar um pouco para aferir que isso se deve a valores sublevados pela própria relação do ser humano com o capital, nossa sociedade capitalista tende a tornar as pessoas em pessoas do momento e a favor da vitória a qualquer custa, ainda que para isso se tenha que “tirar coisas do caminho”. O problema todo é que esse sistema leva o ser a levar em consideração mais o valor das coisas possuíveis do que o seu semelhante. Essa relação de valor sobre-humano atribuídos a coisas nosso coleguinha Karl Marx chamou de fetichismo de mercado, mas não vamos entrar nesse nicho de discussão. Apenas me deu vontade de escrever como eu me sinto quando vejo o que as pessoas são capazes de fazer quando estão de cara com a possibilidade de exaltar o próprio ego, deixando tudo o quanto em segundo plano. E para finalizar... a senhora minha avó sempre dizia sabiamente para não testar os limites de gente desprovida de honra porque essas pessoas não tem limite, mas eu sempre teimo em confiar mais nas pessoas do que na razão e o final disso é a frustração. Como tem gente filho da puta no mundo!
Talvez algo parecido acontecia com Augusto dos Anjos quando ele escreveu o poema Versos Íntimos:


Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera – 
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!  
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Projeto de Pessoa ou Porquê me tornei vegetariano

domingo, 7 de agosto de 2016.
É engraçado imaginar que quando somos crianças, no geral, já ouvimos essa expressão simplesmente por em algum momento “ter agido como adulto” (eu tento agir até hoje), mas se pararmos para pensar nunca deixamos de ser isso mesmo “um projeto”. Vivermos a colocar em linhas o que desejamos “ser” e o que queremos “conseguir”. Tentando não me desviar do assunto aqui, pois quando entramos nesses eixos do ser e do possuir o negócio dá uma prosa e tanto, mas o que pretendo é refletir sobre as mudanças que ocorreram ao longo desses três anos e um tanto que deixamos de alimentar a página.
Para início de conversa o relato é parte integrante do eu, portanto, pode e deve ser levado em conta que apenas estarei mostrando como eu enxergo o mundo e, portanto, não há de minha parte nenhuma vontade de fazer disso um exemplo ou querer que outros sigam, a ideia de colonizar o outro me incomoda bastante. Dito isso, vamos ao que interessa...
Quando estava na universidade lá pelos idos de 2012 já tinha criado uma relação muito próxima à obra cristã de Leon Tolstói, particularmente uma obra sua chamada Minha Religião na qual o paradoxo entre a defesa a vida e o ensinamento de Jesus é colocada em questão. Para mim isso ficou ainda mais claro quando li Jacques Ellul, também teólogo cristão, na obra Anarquia e Cristianismo descreve como é impossível ser cristão e não estar do outro lado daqueles que propõe a aniquilação da vida. Já havia me convencido de que sobre o ponto de vista cristão é inconcebível qualquer prática que tenha em seu eixo principal os maus-tratos, abusos ou mesmo a morte de qualquer forma de vida quando entrou para reforçar em minha vida Carol Adams com o seu política sexual da carne em que a autora nos mostra como a prática de ingestão da carne, mais especificamente, da carne vermelha desde tempos imemoriais tem dado alicerce para a subjugação e consequente inferiorização da mulher e tem dado suporte ao machismo. Como já havia sobre o aspecto religioso, agora sob o aspecto social estava convencido de que a prática da ingestão da carne era um mal a ser abolido da sociedade, mas claro que isso é um enorme processo e que vai ainda durar uma dezena de anos para que boa parte da sociedade se convença disso.
Outra questão que considero ainda mais grave veio se somar a isso tudo. Eu, cidadão amazônida, radicado em uma região “periférica” do Brasil não posso continuar contribuindo para a constante deteriorização de meu próprio habitat. Explicando melhor. Hoje a pecuária é a principal responsável pelo desmatamento da Amazônia, digo isto, pois inclui nesse processo de cria de pasto + plantação de gênero primário (soja e dendê, principalmente). Quando se diz a alguém que a pecuária é um grande mal para a Amazônia é necessário que se exemplifique, por exemplo; nos idos dos anos 80 para quem saia rumo ao nordeste Brasileiro dos dois lados da BR o que via era aquele mundão de área verde, no entanto, hoje onde tudo o que se encontrava era verde é apenas uma imensidão de vazio criado pelo pasto que agora ocupa o lugar. Se você é como eu, um amazônida, sugiro que você reflita no seguinte amigo.... Os estados do sul e sudeste brasileiro estão passando por vários problemas sérios com a água (vide SãoPaulo) e para se produzir carnes em larga escala para consumo em larga escala se gasta uma quantidade absurda de água (vide Tabela) e o pior é que esses estados são os que mais consomem carne do país, para se ter ideia o estado de São Paulo figura na lista como segundo maior consumidor de carne bovina e a maioria dessa carne é importada de estados que hoje massificam a produção para dar conta desse nicho (vide em Portal) agora imagine você para onde iriam parar com essa produção já que eles não tem água para isso? Exatamente! A mata Atlântica que já havia sido vitimada com essa produção predatória passou o bastão e a bola da vez é a Amazônia. Fica difícil para alguém que não vive acompanhar o que está acontecendo por aqui a décadas, mas quem é daqui pode perceber, por exemplo, ao decorrer da BR 316 a caminho do nordeste brasileiro quem anda por ali a muito tempo pode ver que a uns 20 anos atrás você via um mundão de verde, era mata para tudo quanto é lado, no decorrer dos 90 esse mato todo deu lugar a uma vastidão incrível de pasto. Tudo campo aberto para criar animais. E mais ainda, a virada para o ano 2000 viu a chegada do plantio de soja, junto com o dendê e outros que são hoje os maiores responsáveis pelo desmatamento da floresta.
Bom, então temos três aspectos muito importantes reunidos como fatores que necessariamente contribuíam para fazer de mim um vegetariano em potencial. Mas, para finalizar a isso tudo juntou-se o fator saúde. Passei os últimos anos lutando contra uma gastrite que não tinha cura, vivia com dores no estômago e quando parava de tomar os remédios me dava crises de dor horríveis. Vinha a algum tempo com um problema de peso (imagina que quando criança os médicos disseram que eu não iria engordar) que me deixou meses sem conseguir dormir mais do que 3 horas por noite, sentia insônia e dificuldade de caminhar. Até mesmo a prática de jejum que era um costume prazeroso pra mim estava passando a ser uma tortura. Cheguei a uma conclusão obvia ou eu me dedicava a mudar a minha vida ou essa forma de viver ia acabar me levando para um lugar de onde não sairiam bons frutos.         

Essa postagem é só o início da “contação” dessa história. Abaixo vou deixar os links de alguns documentários e os livros em pdf que consultei e que acredito sejam importantes:

Livros: 




Documentários:

 A Carne é Fraca
cowspiracy dublado
101 Razões para virar Vegano 


  Uma Verdade Inconveniente 

A melhor palestra que você irá ouvir na sua vida


A Carne deve ser eliminada da alimentação ... JÁ.

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Devagar com o andor

segunda-feira, 1 de agosto de 2016.
Vamos voltando aos pouquinhos que a falta de prática e principalmente a inércia em que nos colocamos não é fácil de ser vencida. Veremos se consigo por um texto por semana e conforme for ir aumentando o ritmo das postagens. 

Mudança na proposição do blog. As postagens serão de agora em diante feitas sobre qualquer coisa que sair da minha cabeça e que eu achar interessante registrar, no fundo criei esse espaço pra isso mesmo. A medida que a minha péssima memória vai se acurando ter um local onde eu possa de vez em quando recordar algumas coisas é imprescindível. 

Impressões do espaço em que se vive são fundamentais para nos encontrarmos e sentir pertencer a alguma coisa, sem esse sentimento de pertencimento tanto faz estar aqui ou em outro lugar, não importaria muito, não é mesmo? 

Haja visto que mudei de cidade, de atividade e agora de hábitos alimentares acredito que este canal deveria acompanhar essas mudanças que venho deixando passar. 

E agora assim, sem avisar que voltei, vamos dando um passo de cada vez. 

É nóis puvo! \o/
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O Retorno

domingo, 17 de maio de 2015.
     
    Estive dias e dias protelando o retorno as coisas normais que eu fazia e no entanto nada. Até havia anunciado a volta no facebook, aliás quem quiser seguir aí oh Tiago Sousa, e depois de ter preparado um texto fui dissuadido a publicá-lo, mas com o tempo as coisas foram mudando e resolvi apenas dizer que cá estou pronto para retomar de onde paramos a mais de dois anos atrás. Pensei em escrever sobre os livros que li, achei insuficiente, pensei em escrever sobre as coisas que vive, achei que seria monótono, pensei em fazer deste um canal dos meus escritos literários, mas já tenho o verso reverso (que está abandonado também) então resolvi deixar as coisas rolarem e ir com calma.
    Acredito que o interessante do blog sempre foi esse mesmo ir pontuando aos poucos as coisas que me vinham na cabeça e usar aqui como um baú para guardar até as memórias que já não tenho assim tão límpidas em mim. Todo recomeço é sempre um desafio e voltar para a blogosfera agora talvez se torne um dos grandes, mas o que importa é que voltei e espero ainda contar com a visita dos antigos e novos leitores. 
      A todos que aguardaram estou aqui e aos que comemoraram a ida paciência estou de volta. E como meus amigos do Engenheiros do Hawaii me fazem lembrar ♫Eu não vim até aqui pra desistir agora♪ 
      
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Ética no cotidiano

sexta-feira, 19 de julho de 2013.
Por Rodrigo Bruno de Sousa

O texto inicia com a seguinte afirmação, ”Nenhuma sociedade no passado ou no presente vive sem uma ética”. O que seria uma sociedade sem regras? Se com toda essa estrutura que regulamenta vive-se a banalização da violência e tantas características que desconsidera o homem. Faço inquirições a respeito de várias situações que direta e indiretamente nos rodeiam. Esses princípios deveriam ser ensinados primeiramente dentro dos lares. O distanciamento das pessoas e famílias das “igrejas”, “cultos” esvaziou a sociedade de ética?
É absurdo quando vemos ou ouve-se que um grupo de pessoas linchou determinada pessoa; é lastimável uma pessoa estudar determinado período e apresentar um programa jornalístico sensacionalista de conteúdo baixo e incitar a prática da resolução do conflito com mais violência; assim, como várias outras profissões/funções que desviam sua função onde deveria desenvolver para a coletividade e beneficiam os próprios anseios, no caso os políticos; vivemos num contexto em que o fenômeno religioso é intenso com sua presença, algumas empurradas para as áreas periféricas, enquanto o cristianismo fragmenta-se ocupando boa parte destas áreas e localizando-se também nos centros urbanos. Sustentando possuir conteúdo legitimo discursando a irrelevância das outras. Não querendo compreender que estamos em uma sociedade multietnica. Mesmo assim as religiões contribuíram em grande parte para o estabelecimento da ética. Vivemos tempos em que termos como secularização, laicidade, desencantamento. Associa-se somente a pessoas que tem acesso direto a estes assuntos sabendo da utilização. As que não têm falam dos acontecimentos do dia-a-dia provocados pela estrutura histórico-socio-economica, são coisas do “outro”.
O cotidiano da fila de banco, onde pessoas simplesmente por conhecer fulano que esta na frente, entrega seus afazeres; estacionar em vaga reservada a pessoas com deficiência; o espaço com assentos reservados a prioridades nos transportes coletivos são desrespeitados; depois de um dia de trabalho e estudo você pega um ônibus superlotado, onde um dos passageiros está escutando seu gosto musical, por favor! Diariamente presenciamos muitas pessoas jogarem lixo pelas vias publica ou privada? Subornar pessoas para favorecimento; passar em velocidade, embriagado no sinal. E tantas outras situações que fogem a nossa vista. Ética é? Um acessório descartável? Aplica-se aos amigos e mostra-se a lei aos inimigos.
Apesar da ética do cotidiano estabelecida, temos características produzidas pelo produtor de cultura vivendo num sistema capitalista onde os proprietários dos meios de produção conduzem “maestralmente” o exército de aliados pela “necessidade” de viver e sobreviver através do trabalho, onde sustenta que “dignifica o homem”. O submetendo e manipulando, deixando de ser homo-sapiens transformando-os em homo-faber, lembrando à cena inicial do filme de Chaplin, que faz menção a linha de produção de uma fábrica, onde o sujeito-sapiens executa determinada tarefa otimizando o máximo tempo dedicado a mesma.
Existe propagação da ética nos meios de comunicação? Existe uma ética especifica aos meios de comunicação? A mídia sustentada pela ética comercial ou vice-versa criou argumentos irrefutáveis, liderado pela liberdade de imprensa, vivemos numa sociedade democrática, no caso do Brasil. Tem-se a liberdade de veicular o que bem quer. Onde somos “telespectadores” reais temos poder de decisão de ser televisionado ou não. Mais a estrutura (marketing, propaganda, publicidade) além de uma equipe multiprofissional. Exibe com destreza e aguça uma predisposição que todo ser humano tem armazenado. A sacada não é bem o que transmitem, mas como transmitem.
Vivemos numa sociedade utilitária, serve aquele que produz. Podemos imaginar que pessoas estão no depósito como peças e aparelhos obsoletos, as crianças e adolescentes em situação de rua, devem ser retiradas do convívio; os idosos, já não podem nada produzir a não ser consumir o mercado direcionado. Mesmo assim, são deixados a margem e os deficientes físicos, que para as instituições investir, se torna um gasto desnecessário. Perdemos a capacidade do cuidado? O que nos fez perder essa capacidade? Falta de ética? Vivemos numa sociedade pós-moderna? Em que sentido? É preciso estatuto, leis, regulamentos, para cuidarmos do outro? Lembro o trecho da música da banda Legião Urbana que diz “É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã”.

Não importa que ambiente esteja deve-se ter em mente a ideia e a prática a respeito da ética. Não por livre escolha tornar o que já é público em privado. Lembro do personagem da grande família “O Lineu” é funcionário público, leva a sério sua profissão, mas é tachado de fiscal rigoroso. Chato. Careta. A ética é principio fundante das relações humanas ou, pelo menos deveria ser. Desde os primeiros pensadores denominados sofistas no século V a.C. construirão a compreensão por enquanto no campo da política e jurídico para a aplicação da mesma. A partir da leitura e compreensão temos a clareza que em cada época e sociedade a ética passa por modificações/transformações.

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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Enquanto Isso Pelo Brasil


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Frases e Provérbios

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
- Gandhi
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À Bruna Sousa, meus parabéns!

quinta-feira, 18 de julho de 2013.
Fazendo esse post hoje para dar meus parabéns a Bruna Sousa, blogueira que escreve no Blog Dias Quentes, e também vem a ser minha amiga de longa data e hoje cunhada.
A Bruna recebeu o título honorífico de cidadã izabelense por seus trabalhos realizados no programa do banco da Amazônia “Amazônia Florescer”. Hoje o programa de microcrédito ajuda na cidade mais de 400 pequenos empreendedores a melhorar o seu negocio, a crescer a produção, aumenta a capacidade de geração de emprego e renda da cidade que, infelizmente, conta com poucas oportunidades de emprego nos seus próprios limites, e é de trabalhos como o realizado pela Bruna que a nossa cidade precisa. Parabéns a Bruna!
A autoria do pedido de Título foi requerido pelo vereador Henrique da CT. Tenho outras observações para fazer sobre a entrega dos títulos, mas vou deixar para outro post.
É isso, parabéns Bruna! Minha amiga, que virou uma pessoa que eu admiro pela sua garra e vontade de fazer as coisas acontecerem, e virou membro da família, tens que me aturar pro resto da vida rará quando eu crescer quero ser como você!

Inté o próximo post povo! Bay! 
Sobre o Autor:


Tiago Sousa*Tiago Sousa Natural de Santa Izabel do Pará, é graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA, Técnico em Turismo pelo CEFET-PA turma de 2005 e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos Socais, Educação e Cidadania na Amazônia - GMSECA. Tiago é o administrador deste Blog, escreve apenas sobre política no Blog Política em Debate e Também escreve versos no Blog Verso Reverso
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Futebol do Pará

Por Rodrigo Bruno de Sousa*
Os jogos no estado do Pará ocorrem quase que semanalmente na tentativa de arrecadar fundos para os times de maior relevância. Ontem estava no terminal em são Braz, Belém a espera do ônibus e algo me chamou atenção. O fluxo de pessoas que passavam pelas ruas tanto pela calçada quanto dentro dos transportes públicos, torcedores cantando, torcendo outros a caminhar em direção a curuzu, na almirante Barroso.
Até então só tinha visto os torcedores passando por mim, depois que entrei no ônibus eu passei por eles, elas, familias inteiras. E indaguei? Os adultos, os pais investem tempo[1] e o mínimo de recurso financeiro no ensino dos filhos? Enquanto na parada estava, algumas familias aparentemente completa, sorrindo, felizes, andando ligeira para não se atrasar.
Fiquei a pensar nessa situação, pois observamos os sérios desafios que a escola publica enfrenta sem muita vontade de sanar por parte dos políticos que até sabem dos problemas mais as estruturas estabelecidas engessam talvez algumas iniciativas, ou simplesmente não há o menor interesse em transmitir conhecimento de qualidade à população.
Parafraseando, “Cabeça vazia oficina do diabo”, para “cabeça vazia oficina do governo”. O governo investe em entretenimento, lazer, brevidade. Em detrimento de uma educação integra que respeite e valorize o educando. Isso cai ou se encaixa como uma luva a população que precariamente tem lazer, transporte digno, acesso a internet nos ambientes escolares, a população geralmente só pela região metropolitana e mal.
E o futebol repetidas vezes, quase semanalmente promove partidas para sustentar a elite do futebol paraense e gerar para manutenção dos ambientes esportivos. Diante de um discurso instrumental enfatizado pela mídia que afirma que o futebol paraense é componente da cultura estadual, convocando a cada movimentação que ocorra. Mas é verdade, o que falta é reflexão.



[1] O tempo que refiro implica ajudar as crianças na tarefa da escola, visitar regularmente a escola além das reuniões convocadas ou, investimento resume-se a compra dos materiais, camisa de escola, passagens para quem se desloca do bairro.

Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA
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Candidato Comédia


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Frases e Provérbios

A calúnia é como uma vespa que o importuna e, contra a qual, não se deve fazer qualquer movimento, a não ser que se tenha a certeza de a matar. - Nicolas Chamfort
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O retorno

terça-feira, 16 de julho de 2013.
Rapaz... Nunca pensei que fosse tão difícil voltar a escrever. Fiquei esses meses parado, parado mesmo. TCC, grupo de estudo, transito infernal de Belém com essa coisa “maravilhosa” chamada BRT que nossos políticos brilhantes inventaram, se gasta hoje com o transito o triplo de tempo que se gastava, por exemplo, em 2005 quando eu fazia escola técnica que dependendo da vontade do motorista se podia chegar em até 40min no terminal rodoviário, esse tempo foi potencializado para 3h ou até mais, parte pelo engarrafamento do BRT e parte pela irresponsabilidade do DNIT que descumpri ordem judicial e mantem os radares ao longo da BR o que deixa o transito lerdo e contribui para aumentar o sofrimento de quem já pega um engarrafamento horrível todos os dias. O Ministério Público bem que tentou ordenando ao DNIT que substituísse os radares por passarelas eletrônicas, mas até agora nada de cumprimento, e quem padece é o cidadão. Além do tempo que me falta outros percalços da vida foram me afastando daqui e dos outros espaços que eu contribuía.
        Na realidade estava mais protelando a volta que outra coisa. Aliado ao tempo que me falta ficou o costume de escrever para os blogs que aos poucos foi se esvaindo pelos meus dedos. Vou agora aos pouquinhos fazendo um verso aqui e outra frase ali para ver se consigo entrar em forma de novo, para quem escrevia três, quatro, às vezes até cinco textos por dia ficar matutando com um texto apenas e ainda assim não conseguir dar o fim a que se propôs é porque realmente esta destreinado, mas como a escrita assim como o corpo é questão de habito em uma semana ou duas creio ser possível já ter voltado a forma e até o final deste ano espero não parar, pelo menos se o TCC não me colocar em uma situação difícil ou se eu ficar sem acesso a internet. Ainda tem mais essa fui trocar de provedor e o que resultou dessa troca foram quase dois meses sem acesso à rede, por enquanto não está dando sinais que vai me abandonar de novo e espero que se mantenha assim.
Amanhã tem texto novo de verdade no ar. Este fiz apenas para explicar algumas coisas e esclarecer o leitor que passou por aqui e não viu mais nada, a vocês peço perdão pela ausência e compreensão, pois este período conturbado já está se findando. Temos aí algumas questões que merecem análise, bastidor da política izabelense, movimento de protestos nas ruas do Brasil, blogueiro izabelense ganhando premiação e muitas outras coisas. Se vocês notarem está incluso abas novas no blog que redirecionam para novas paginas que também serão colocadas no ar assim que terminar de editá-las.
E como bem disse o Rauzito:

Eu vou tirar
Meu pé da estrada
E vou entrar também
Nessa jogada
E vamos ver agora
Quem é que vai güentar

Porque eu fui o primeiro
E já passou tanto janeiro
Mas se todos gostam
Eu vou voltar
Bom... é isso, nos vemos amanhã! Bay!      
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