Dilma recebe apoio de artistas, intelectuais, advogados e militantes cristãos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010.

Aproximadamente mil artistas, intelectuais, políticos, advogados, líderes religiosos e militantes partidários lotaram ontem à noite o Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, para apoiar a presidenciável do PT, Dilma Rousseff. Declararam apoio, por exemplo, o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor Chico Buarque e a cantora Beth Carvalho, que não aparecia em público desde o fim do ano passado, quando se submeteu a uma operação de coluna. “Estou me recuperando da cirurgia, mas fiz questão de vir”, afirmou Beth, que cantou uma versão política da música “Deixa a vida me levar”.
“Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra, que já passou por tudo, e não tem medo de nada. Vai herdar um governo que não corteja os poderosos de sempre. O Brasil é um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual para igual com todos. Não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai”, discursou Chico Buarque.
Entre os representantes da classe artística estiveram presentes, além de Chico e Beth, os atores Paulo Betty, Dira Paes e Silvia Buarque, os músicos Alceu Valença, Wagner Tiso, Otto, Yamandu Costa, Rosemary, Lia de Itamaracá, Margareth Menezes e Alcione, além do cartunista Ziraldo e do diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa. Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente; os governadores reeleitos do Rio e da Bahia, respectivamente Sérgio Cabral (PMDB) e Jacques Wagner (PT); o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB); o teólogo Leonardo Boff, a filósofa Marilena Chaui e o sociólogo Emir Sader também marcaram presença.
Militantes do PT ocuparam parte da platéia vestindo camisetas de campanha e agitando bandeiras. Do lado de fora, telões na calçada transmitiam o evento. O “Manifesto de Artistas e Intelectuais Pró-Dilma” defende o voto na candidata do PT para “garantir os avanços alcançados” sob a liderança do Governo Lula. “É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana”, diz o documento.
Os artistas e intelectuais, alguns deles eleitores de Marina Silva (PV) no primeiro turno, declaram o entendimento de que “muito mais do que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado”.
No mesmo evento, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos entregou à candidata do PT um manifesto de apoio dos advogados com o título “Profissionais do Direito com Dilma”. E outra declaração de apoio à petista foi entregue por líderes e militantes cristãos. Intitulado “Se nos calarmos, até as pedras gritarão”, o manifesto tem como primeiros signatários o presidente honorário da Comissão Pastoral da Terra (CPT), dom Thomas Balduino, e o bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga, mas é assinado também por representantes de várias igrejas evangélicas. Além de anunciar o voto em Dilma, eles criticam o candidato do PSDB, José Serra, e denunciam “posturas autoritárias e mentirosas” contra a petista. “Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura”, dizem.
”Uma vitória de Serra, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos socioculturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira”, afirma o documento.
“Não nos interessa se determinado candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer ‘Senhor, Senhor’’, mas realizar o projeto de Deus, ou seja, o projeto divino”, acentua o manifesto dos cristãos.

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