Rendimento real dos trabalhadores é o maior em 8 anos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010.

O rendimento médio do trabalhador brasileiro cresceu 1,3% em setembro na comparação com agosto, para R$ 1.499, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do maior patamar já alcançado desde o início da série histórica do instituto, iniciada em março de 2002.

Na comparação com setembro do ano passado, o rendimento médio de trabalho dos ocupados aumentou 6,2%. Segundo o IBGE, o poder de compra dos trabalhadores cresceu em todas as regiões investigadas na comparação com agosto: em Recife (1,9%), Salvador (1,2%), Belo Horizonte (1,7%), Rio de Janeiro (2,7%), São Paulo (0,4%) e Porto Alegre (1,3%).

A situação se repete no comparativo com setembro de 2009, em que todas as regiões tiveram alta: Recife (13,5%), Salvador (5,9%), Belo Horizonte (11,4%), Rio de Janeiro (8,8%), São Paulo (3,1%) e Porto Alegre (7,5%)."

Desemprego - O desemprego brasileiro atingiu recorde de baixa pelo segundo mês consecutivo em setembro, em meio ao crescimento da economia, avaliou o IBGE. A taxa nas seis regiões metropolitanas do país caiu para 6,2%, ante 6,7% em agosto. Também nesse caso, trata-se do menor nível da série histórica iniciada em 2002.

"O mercado de trabalho é reflexo de como se apresenta o cenário econômico", disse a jornalistas o economista do IBGE, Cimar Pereira Azeredo. "A economia favorece a geração de vagas, a formalização, a redução da informalidade e ao aumento da renda."

Entre agosto e setembro a ocupação cresceu 0,7% e a desocupação caiu 7,5%. Em relação a setembro de 2009, houve um crescimento de 3,5% na geração de vagas e uma queda de 17,7% na desocupação.

Pela primeira vez na série, o contingente de desocupados ficou abaixo de 1,5 milhão, ao atingir 1,480 milhão em setembro. O emprego formal também avançou em setembro, em 1% mês a mês e em 8,6% ano a ano.

Isso mostra que a queda na taxa não tem a ver com os empregos temporários criados pela eleição", disse Azeredo. São Paulo, que representa 40% da taxa global, também bateu recorde de baixa na taxa de desemprego, que caiu para 6,3% em setembro.

Na média do ano, a taxa de desemprego brasileira está em 7,1%, menor variação da série e bem abaixo da média de 2009, que ficou em 8,4% entre janeiro e setembro. A média de todo ano de 2009 foi de 8,1%.

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