Situação de aumento da passagem de ônibus, exposta por um grupo político!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011.
Os empresários de ônibus (SETRANSBEL), querem 10% de aumento no preço das passagens, o que levaria a tarifa para mais de R$ 2,00. Um absurdo!
Eles dizem que esse aumento seria necessário para cobrir supostos investimentos com renovação da frota, acessibilidade a deficientes e gastos com peças, impostos, salários de funcionários e ainda um possível alto número de meia-passagem e gratuidade. No entanto, esse discurso visa apenas jogar a população contra os estudantes, rodoviários e idosos. O aumento da tarifa serve apenas para aumentar o lucro das empresas.

Os empresários mentem:

- Não há renovação da frota. Quem anda de ônibus sabe: os ônibus estão sucateados, velhos, sujos, não dão conta da demanda e vivem quebrando. O termo de ajustamento de conduta assinado em dezembro de 2008 prevendo aquisição anual de novos ônibus não foi respeitado. Na Viação Forte, maior empresa da região metropolitana, somente 5 carros foram comprados em 2010. Entre 2007 e 2009 apenas 29. Em Belém, a Rede Record, noticiou a prisão de funcionário da empresa de Mário Martins, o presidente da SETRANSBEL, adulterando ônibus usados para que se parecesse com ônibus novos. A chamada nova frota e os ônibus com acessibilidade são a sucata do sul e sudeste do país, comprados de segunda mão, que por motivos óbvios não podem mais circular nas ruas de Curitiba, Rio, BH e São Paulo.

- Redução de impostos, sonegação e perdão de dívidas – Ano passado os empresários obtiveram perdão de dívida fiscal com o município no valor de R$ 84 milhões, e ainda redução do ISS (Imposto sobre serviços), que passou de 5% para 2%. Presente concedido pelos vereadores e o prefeito Duciomar.
- Salário dos rodoviários nada tem a ver com reajuste da tarifa. Ano passado, enquanto a tarifa aumentou quase 9% o salário dos rodoviários teve reajuste de apenas 6%.

- Prefeito Duciomar e empresários de ônibus são inimigos do povo
Nossa querida Belém está aos trapos. Alagamentos. A violência é a capa de todos os jornais. Nos postos de saúde nem mesmo remédio para dor de cabeça se encontra. A culpa de tudo isso é do prefeito Duciomar.
É a prefeitura que junto com os empresários atua contra os direitos da população. Os moto-taxistas e as vans são perseguidos pela CTBEL.
Ao invés de criminalizar os trabalhadores que tentam ganhar a vida honestamente, a prefeitura deveria legalizar e qualificar os trabalhadores alternativos, pois eles são os únicos que atendem as áreas periféricas, onde as linhas de ônibus não existem. Por outro lado são uma saída para quem deseja evitar a espera interminável por um coletivo nas paradas de ônibus.
Quando é para expulsar ambulantes e prender o transporte alternativo são rápidos, mas quando é para regulamentar a lei que beneficia a população como a gratuidade em todos os ônibus aos domingos não têm nenhuma pressa. 
Isso tem que acabar!

Organização e luta para derrotar os inimigos do povo
Ano passado a tarifa passou de R$ 1,70 para 1,85, um valor abusivo acima do índice da inflação. A justificativa era igual a de hoje. Um ano depois estamos na mesma. Todos os dias, o povo se espreme feito sardinha, para chegar ao trabalho em ônibus superlotados, utilizando um serviço sem qualquer qualidade. Os rodoviários padecem nos finais de linha sem infra-estrutura adequada e segurança.
Agora surge um novo aumento ilegal, que desrespeita o poder aquisitivo dos trabalhadores e está acima da inflação oficial do período. Os empresários querem 10% de aumento, porém o reajuste do salário mínimo proposta pela nova presidente é de apenas 6,86%. Nenhuma família assalariada suportará o aumento da passagem.
Em 2010 o Sindicato dos rodoviários de Ananindeua e Marituba, o SINTSEP (Sindicato dos Servidores Federais) e o DCE UNAMA (Diretório dos Estudantes) organizaram um movimento que conseguiu derrubar o aumento da passagem por dez dias após decisão judicial. Foi uma luta que começou nas greves dos rodoviários e mobilizações em defesa da meia-passagem.
Foram essa entidades que apresentaram denuncias ao MPE originando a ação que reduziu a passagem para R$ 1,70. Trata-se de uma decisão que beneficiou o povo trabalhador. Vamos fazer o mesmo esse ano: junte-se a nós. Vamos à Luta, Unidos Pra Lutar somos mais fortes e podemos vencer.
Em todo país estão acontecendo reajustes. E o momento de enfrentar esse processo por meio da luta, seguindo o exemplo das manifestações que ocorreram em São Paulo, Aracaju e outras capitais.

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