CELULAR EM SALAS DE EXAMES? PUTZ...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011.

Minha amizade com celular não é das melhores; adoro vê-lo inativo. Os celulares hoje oferecem de tudo; estão cada vez mais sofisticados e, se for para ficar ligada uso o computador na hora em que bem entender.

Minha última experiência com celular me deixou estarrecida: estava eu lá - num hospital - fazendo um exame de rotina, quando lá pelas tantas a médica atendeu seu celular: falava e teclava o computador... Eu ali, desconfiada, na espera que a infeliz acabasse o papo. Fiquei preocupada com a interferência que o celular dela poderia causar na máquina, como também com a distração da  'senhora', afinal, não era hora de recreio.

Naquele momento eu pensei: 

- Ih...Essa mulher vai fazer uma lambança e esse negócio vai sobrar pra mim... 

Pois não é que a desajustada, fazendo uma ecografia abdominal, ainda conseguiu combinar um programinha com uma amiga para o final da tarde? 

Chegamos num patamar de total dependência da comunicação. Ninguém pode perder uma chamada telefônica; ninguém pode esperar! Aquele tec-tec à procura da última ligação é irritante.

Sei que faço parte do mundo das máquinas, do mundo plugado 24 horas e que vive de e-mails, Blogs, Messenger, Orkut, Facebook, Salas de Chat, Twitter... Não tenho nada disso. Ou melhor, apenas dois blogs.


As últimas ofertas do mercado são fantásticas, deixa muita gente mais alienada, ainda. Aqueles aparelhos de última geração - os tabletes - fazem de tudo. Umas gracinhas. Mas tô fora.

Tenho recebido uns torpedinhos da minha operadora com uns convites para me ligar 24 horas pagando uns pilas, apenas. Também tô fora, apesar de saber que minha operadora só quer o meu bem: fique online por 24 horas e seja feliz! Tá bom.  

Você pode ir ao banheiro conectado, tomar banho conectado, almoçar conectado, andar na rua conectado e entrar num restaurante e  ter a  'cara de pau'  de servir seu prato falando ao celular,  cuspindo nas comidas, como vi ontem.

É fantástico esse entrosamento; é a paz que se pediu a Deus. Minha diarista faz a faxina ouvindo música Ghost! Tirar o celular dela? Perder a diarista? E se a outra trouxer o laptop? Desculpem a ironia...

Ninguém respeita mais ninguém com um celular à mão: é um barraco sem fronteiras; celular entra nas salas de médicos, dentistas, nos hospitais, nos Bancos, nos cemitérios e em qualquer lugar onde exista um ser humano. Um mundo histérico. E nada de ser discreto, é um berreiro! Zero de privacidade e obrigando a todos a participar da zorra.

Mas o melhor ainda está por vir: até o final de 2011, o crescimento de celulares - no Brasil - deverá ser de 13%. Deverão ser 233 milhões de aparelhos: hajam bocas e ouvidos!

Será que nos hospícios permitem celulares? Pergunto porque esse comportamento compulsivo me parece coisa de louco!

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