Dilma corta gastos de deputados e de senadores

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011.

Bloqueados R$ 7,7 bilhões de emendas individuais ao Orçamento

Quase todas as emendas coletivas também serão cortadas

Com medo da inflação em alta e temendo um descontrole dos gastos públicos, a presidente Dilma Rousseff está quase finalizando a extensa lista de cortes ao Orçamento da União. Os dados mais relevantes que devem azedar a relação com o Congresso e com os partidos políticos são os seguintes:

Emendas individuais – devem ser “contingenciados” todos os R$ 7,7 bilhões do Orçamento referentes à soma dos R$ 13 milhões a que cada um dos 594 deputados e senadores apresentam como emendas ao Orçamento.

No jargão dos especialistas orçamentários, “contingenciar” um gasto é o mesmo que bloquear o uso do dinheiro. Quando um item do Orçamento está “contingenciado”, significa que ainda está lá, mas o dinheiro não será liberado.

Emendas coletivas – essas estão quase sem chances de serem liberadas. As exceções serão mínimas. Não se sabe ainda se o Orçamento sancionado por Dilma vai “contingenciar” a emendas feitas por grupos de deputados e senadores ou se acabará simplesmente cortando de uma vez o gasto –que é de R$ 37,1 bilhões neste ano de 2011.

Quem mais sofrerá com esse eventual talho nas emendas coletivas são os Ministérios do Turismo e o da Defesa.

Fundo partidário – esse é um corte simbólico, porque pequeno, mas já está decidido. Os deputados e senadores aumentaram de R$ 165 milhões para R$ 265 milhões o naco que arrancam do Orçamento da União para ser usado pelos partidos políticos. Dilma vai cortar os R$ 100 milhões extras que os partidos se presentearam sem perguntar se o restante da sociedade estava de acordo.

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