Governo atropela e mínimo fica em R$ 545

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011.
Após colocar a tropa de choque em campo, o Palácio do Planalto venceu a primeira batalha do governo Dilma no Congresso. E com folga.
Uma a uma as propostas para o salário mínimo da oposição de R$ 600 e R$ 560 foram derrubadas no plenário da Câmara em votação que se arrastou por mais de 10 horas.
Prevaleceu o valor de R$ 545, estabelecido pelo governo.
O projeto, que também estabelece as diretrizes para a política de valorização do mínimo até 2015, segue para análise do Senado.
Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a expectativa é que se vote o mínimo na próxima quarta-feira (23).
A vitória de hoje foi construída ao longo dos últimos dias e teve participação direta do Planalto.
Após encontro com Dilma, realizado ontem (15), o Ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, teve que entrar em campo para convencer a bancada do partido, a votar na proposta de R$ 545.
O PDT foi o único da base que tinha declarado apoio a um valor maior para o mínimo. Segundo integrantes da cúpula do PT, em razão disso, o cargo Lupi foi posto em jogo.
A ameaça surtiu efeito. Cerca de meia hora antes do início do debate no plenário da Câmara, o líder do PDT, Giovanni Queiroz, anunciou que a bancada inicialmente fechada em R$ 560 estava liberada para votar no valor determinado pelo governo.
Outro que participou da força-tarefa para persuadir os descontentes foi o vice-presidente Michel Temer. Na manhã de hoje, ele foi à Câmara para se reunir com a bancada do PMDB e cobrar união.
Com a aprovação do mínimo no valor estabelecido pelo Planalto, a expectativa agora é de que seja enviada nos próximos dias ao Congresso uma medida provisória que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda (IR) pelos próximos quatro anos.

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