Só 29% da Câmara é anti-Dilma

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011.

Só 29% da Câmara é anti-Dilma

Votação de ontem serviu para medir tamanho real dos governistas

Partido grande mais fiel é o PMDB, com taxa zero de traição

A votação de ontem (16.fev.2011) sobre o valor do salário mínimo na Câmara dos Deputados serviu para aferir, de maneira muito precisa, o grau de adesão dos congressistas à presidente Dilma Rousseff.

Abaixo, o quadro com os resultados de ontem, compilado pelo repórter do UOL Fábio Brandt:




Como se observa, nas duas votações relevantes e nominais (sobre os salários mínimos de R$ 560 e R$ 600), a taxa geral de traição ao Palácio do Planalto foi de 6% a 8%. Em números absolutos, de 24 a 28 deputados. São esses os que vão viver a pão e água agora no que se refere a cargos federais e liberação de emendas ao Orçamento.

Em termos gerais, Dilma tem 11 partidos formalmente a seu favor na Câmara (há 22 partidos representados na Casa). Esses 11 governistas assumidos contam com 370 deputados hoje.

Chama a atenção o fato de o PMDB ter dado 100% dos votos a favor do Palácio do Planalto. Dos partidos grandes é o mais fiel. Muito mais do que o PT, que teve uma taxa de defecção variando de 7% a 11%.

Quando se contabilizam todos os 511 votos registrados ontem na Câmara, a taxa geral de oposicionistas varia de 26% a 29%. Esse é o percentual que importa. Trata-se de um grupo muito diminuto e frágil. Com o apoio que teve ontem –é claro que isso vai variar a depender do assunto em votação– Dilma pode propor até alterações na Constituição, pois tem número suficiente para tal.

No campo oposicionista apenas, há só 112 votos (os 4 partidos declaradamente contra Dilma). O fato de terem obtido de 135 a 150 votos ontem contra o Planalto não refresca muito a situação desse grupo.

Na véspera da votação, o governo dava como 100% seguros apenas 270 votos. Em 24 horas, na base de promessas de liberação de verbas e vagas em sinecuras estatais, conseguiu aumentar esse número para até 376 apoios.

Tudo considerado, a leitura é uma só: o governo Dilma está muito forte e com poder quase absoluto sobre o Congresso.

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