Benedito

terça-feira, 1 de março de 2011.
O Pará amanheceu menos humano de si, menos intelecto de si, menos... é que um dos maiores pensadores que nossa terra já conheceu morreu e nos deixou orfãos de sua sabedoria e de sua inteligência. Belém perdeu, o Pará perdeu, o Brasil perdeu, Benedito Nunes.
Benedito José Viana da Costa Nunes (Belém, 21 de novembro de 1929 - Belém, 27 de fevereiro de 2011) foi um filósofo, professor, crítico de arte e escritor brasileiro.
Foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Pará, depois incorporada à Universidade Federal do Pará - UFPA. Ensinou literatura e filosofia em outras universidades do Brasil, da França e dos Estados Unidos. Escreveu artigos e ensaios para jornais e publicações locais, nacionais e internacionais. Aposentou-se como professor titular de Filosofia pela UFPA, tendo recebido o título de Professor Emérito em 1998. No mesmo ano, foi um dos ganhadores do Prêmio Multicultural Estadão.
É autor de O drama da Linguagem, uma leitura de Clarice Lispector; O tempo na narrativa; Introdução à Filosofia da Arte; O dorso do tigre (ensaios literários e filosóficos); João Cabral de Melo Neto (Coleção Poetas Modernos do Brasil); Oswald Canibal (Coleção Elos); Passagem para o poético; A filsofia contemporânea; No tempo do niilismo e outros ensaios e Crivo de Papel (ensaios literários e filosóficos).
Benedito Nunes recebeu dois Prêmio Jabuti de Literatura: em 1987, pelo estudo da obra de Martin Heidegger que culminou em Passagem para o Poético; e em 2010 pela crítica literária A Clave do Poético. Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra.
 

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