Do Blog da Edilza Fontes

quinta-feira, 10 de março de 2011.

O futuro do PMDB no Pará.

Tomei conhecimento, de um argumento, que uma das possibilidades do PMDB não ter apoiado a reeleição da Governadora Ana Júlia foi a vontade política de lançamento da candidatura de Helder Barbalho para governo em 2014. No caso era necessário enfraquecer o PT. Este argumento faz parte inclusive de uma das teses defendidas no encontro estadual do diretório estadual do PT.

O argumento é pequeno, mas tem uma consistência lógica.

Vejamos:

O PMDB provou mais uma vez, que é hoje no Pará a terceira força política no Estado. 

Com a votação de Juvenil fica comprovado que fazer alianças é necessário para ganhar o governo e, no caso fazer alianças com o PMDB. Jatene entendeu isto tanto que compôs seu governo dando um bom espaço para o PMDB.

Em 2002, o governador Jatene só foi eleito no segundo turno com o apoio do PMDB, que naquele momento não fechou com o PT e a candidatura de Maria do Carmo para governo, ainda ressentido do PT não ter apoiado, ou chamado voto em Elcione para o senado. Eram duas vagas para o senado e foram eleitos Ana Júlia e Duciomar. A chapa do PT eram Ana Júlia e Neuton Miranda do PC do B. A candidata ao senado, Ana Julia não aceitou o acordo feito pela executiva do diretório estadual e continuou fazendo campanha para Neuton Miranda. O Neuton já havia aceitado o acordo de retirada branca da candidatura. A nota do PT foi pública, mas muito em cima da eleição e não deu para reverter votos.

Em 2006, o apoio do PMDB foi indireto, no primeiro turno, com chapa própria e no segundo turno foi decisivo para eleição de Ana Júlia.

Em 2010, o apoio faltou e foi, em grande parte, para Jatene e o elegeu. Hoje o PMDB participa do governo estadual e é o aliado principal do PT no governo de Dilma.

Para o PMDB no estado o futuro é incerto. Minha opinião é que poderá trilhar vários caminhos. A conjuntura ainda esta se consolidando, ainda há no PMDB uma esperança de ver o ex-senador Jader Barbalho assumir novamente o senado. Há recurso junto ao TSF, para contestar a retroatividade da Lei da Ficha Limpa. Até esta possibilidade ser sepultada, o PMDB no Pará ficará em tempo de espera.

As possibilidades que se apresentam para o PMDB no Pará são as mesmas que teve em 2010. Lançar candidatura própria, para negociar depois, coligar com o PT, já que é seu parceiro no plano nacional, ou coligar com o PSDB, que á seu parceiro no governo do Estado.

Quanto ao futuro do Prefeito Helder é ainda imprevisível. Em 2014 ele estará sem mandato legislativo, seu mandato termina em 2012 e poderá ser candidato a deputado federal, senador, vice-governador ou governador.

Tudo vai depender de como as relações se desenvolvem no trato com o PSDB no âmbito estadual. Quem diria que o PMDB não coligaria com o PT no inicio de 2007 ?

Vai depender também da convivência com o PT a nível nacional e da própria estratégia do PMDB no estado, para garantir sua bancada ou amplia-la. É cedo para previsões.

Uma coisa é certa o PMDB continua sendo a noiva. O PT tem que refazer seu arco de alianças, e 2012 é fundamental para 2014.

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