Mais essa hein?

quarta-feira, 2 de março de 2011.
          O PT e Marta Suplicy quando governaram a cidade de São Paulo foram vitimas de um bombardeio pela imprensa desqualificando a administração de ambos por conta dos alagamentos ocorridos a época na cidade, o que muito me causa estranheza é que justo quando o PSDB e DEM assumiram a administração em São Paulo tudo passou a ser culpa da população que enche os canais, da ocupação histórica de moros e encostas pela população, dos rios que perderam a sua margem para a população. Vejam que foi só o DEM/PSDB assumirem que a culpa passou para a população não mais para o poder publico e foi basicamente isso que o governador de São Paulo falou em uma entrevista que reproduzo agora:
          O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), culpou a intensidade das chuvas de ontem pelo transbordamento do rio Tietê e do córrego Aricanduva. Após evento hoje na capital paulista, ele disse que a falta de piscinões e a ocupação histórica das áreas de várzea também podem ser responsabilizadas pelas inundações. Como medida para tentar evitar situações semelhantes, Alckmin anunciou a publicação nesta sexta-feira de edital para a retirada de 2,7 milhões de metros cúbicos de detritos da calha do rio Tietê.
A iniciativa faz parte de um pacote anunciado no começo do ano, no valor de R$ 800 milhões, para combater as enchentes em São Paulo. A expectativa do governo é a de que o desassoreamento do rio comece em maio. "Vai ser bom porque vamos pegar o período da seca, quando o trabalho rende muito mais."
           Ele reafirmou ainda que neste ano está programada a retirada de 1,5 milhão de metros cúbicos de resíduos da calha do rio Pinheiros, como parte do plano anunciado também no começo do ano. Alckmin antecipou que está em estudo um aumento do bombeamento das águas do Pinheiros para a represa Billings em dias de chuva forte.
          O governador prometeu ainda entregar até o fim do ano o piscinão de Olaria, na Bacia do Pirajuçara, e lançar o edital do piscinão Jaboticabal, na divisa entre as cidades de São Bernardo do Campo, São Caetano e São Paulo.
          No evento, o governador voltou a defender a remoção de famílias das áreas de várzea. "A rigor, as várzeas não poderiam ter sido ocupadas", disse. "Não existe mais várzea. O remendo da várzea moderna é o piscinão, porque ele segura a água e, após a tempestade, ela retorna aos rios por bombeamento."
Alckmin afirmou esperar a aprovação ainda neste primeiro semestre de financiamento de US$ 200 milhões, por meio do Banco Mundial (Bird), para a recomposição da várzea do rio Tietê. "Mas só isso não é suficiente. É preciso fazer mais reservatórios e mais piscinões", afirmou.

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