Útil ou inútil: Ser ou não Ser?

quinta-feira, 31 de março de 2011.

O sentido usado pelo sistema capitalista reside pura e simplesmente em exercer uma função laboral, ou seja, contribuir com o modo capitalista de ser. Portanto, sendo descartado as faixas etárias que não contribuem ou pelo menos não contribuíam com o sistema.  
 As crianças foram enxergadas como consumidores natos em boa parte da gama de produtos, criado e oferecido maciçamente pela indústria; os idosos que depois de longos anos de contribuição para a sociedade são postos à margem, como peças obsoletas, mas que também o capitalismo em sua maneira de cercear as pessoas, arrebata com argumentos infalíveis resgatando podemos dizer o tempo que passou. E também temos os portadores de necessidades especiais congênitos ou por acidente, sendo construído um discurso de inclusão que não condiz com a amplitude do termo, podendo afirmar que esta é a que mais padece de investimentos em geral. Principalmente em educação (no sentido de como se comportar com esses cidadãos-cidadãs).
O que motivou escrever este foi à insatisfação referente aos adolescente-jovens que desde cedo são incentivados pelos próprios pais a entrar no mercado de trabalho formal, depois de algumas tentativas que frustram acabam indo para a informalidade, quando não para o mundo da criminalidade. Estes mesmos de morada periférica e que em grande parte deixam a deriva o ensino formal por conta de fatores sociais, econômicos, culturais acredito que religioso também que contribui para o “velório” do cidadão/cidadã de 40 anos em media, que são descartados, invalidados, postos em desuso, inútil para o capital que grosso modo apenas suga “a riqueza das nações” expressão usada por Adam Smith. Outra preocupação é a pratica do sexo precoce que hoje se resume ao ato apenas, ocasionando um alto índice de adolescentes grávidas (abandonadas pelo quesito liberdade sem limites).
Como ser útil, diante de alternativas que são escassas e complexas? Poderia demonstrar minha utilidade exercendo a “cidadania” em tomadas de decisão na comunidade promovendo “organização” da mesma? Pois, o exercício de cidadania veiculado em massa pelos meios de comunicação de massa resultam apenas na idéia de voto. Dissipando de uma vez o ideal de luta, já fragmentado, classes que destoam contribuindo com as características sociais desta sociedade guiada por relações humanas com interesses “cifrados” declinam as mesmas relações pondo em cheque à tão discutida e ao mesmo tempo abolida “Ética”. O que permeia lamentavelmente as “aproximações” é a busca por prazer monetário que o outro (a) pode me oferecer.
Segundo Rubem Alves,
Num mundo utilitário não existe coisa alguma permanente. Tudo se torna descartável. O critério da utilidade retira das coisas e das pessoas todo valor que elas possam ter, em si mesmas, e só leva em consideração se elas podem ser usadas ou não. O que não é útil é abandonado. Perde a natureza sua aura sagrada. A natureza é nada mais uma fonte de matérias-primas, entidade bruta, destituída de valor.
A preocupação neste localiza-se na “antecipação” de etapas socio-naturais que sem duvida não contribui para o bom desenvolvimento do cidadão-cidadã. É importante e necessário o cultivo de atitudes, valores, princípios que deixamos à margem em nome do “progresso” tecnológico grande trunfo do sistema capitalista nos dias de hoje, que da utilidade ou não a pessoa humana que apesar desse acontecimento reluta. 

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