Antes das Eleições IX Parte

sábado, 30 de abril de 2011.

Em pauta a questão do Esporte. O atual prefeito Marió Kató foi reeleito e uma das suas musicas de campanha que mais pegaram foi a que dizia “abalou geral construiu a praça”, bem aí se trata não apenas de uma construção para o lazer das pessoas.
Gostaria de abrir um parêntese aqui para uma coisa que é muito importante para que possamos entender as questões das grandes obras por parte dos políticos, muito embora às vezes (e quase sempre) elas não tenham uma utilidade maior que serviços essências que deixam de ser prestados para que se façam estas obras, os políticos estão interessados em que se executem as tais grandes obras porque o povo quer ver, é isso mesmo, o povo dá muita importância para as obras imponentes, pois além de tudo elas revelam aos olhos das pessoas a noção de poder (os Gregos e mais tarde os Romanos vão fazer a mesma coisa, veja só um exemplo o Coliseu) e a primeira afirmação é “vejam! Isso é que é prefeito faz essas obras todas”.
Pois bem, retomando o que eu dizia, dentre as obras que foram construídas estão às praças; do conjunto, reforma da praça da bandeira, reforma da praça “de cima”, reforma da praça do mercado e etc. aos que acham que isto seria o suficiente para levar e promover o “espírito” desportivo nos cidadãos desta pacata cidade está duplamente enganado, primeiro porque a construção e reformas não atendem a geografia circunstancial do município, o que significa dizer que em regiões como no Jardim Florestal onde a pessoa não tem acesso a este tipo de “coisa” os moradores procuram um meio e este meio acaba muitas vezes gerando outro problema, pois no Jardim Florestal como todos sabem foi matéria do Blog do Diego Sousa( http://blogdodiegosousa.blogspot.com/2011/03/1-da-serie-o-nosso-meio-ambiente.html), está abandonado e por isso os populares entraram no Florestal e descamparam uma grande região de mata nativa para a construção de um campinho de terra ( sem acesso ao esporte as pessoas buscam meios), eu me recordo, pois no dia que o blogueiro fez a matéria eu estava presente e nós indagamos os porquês de eles não terem procurado outro meio e o que eles nos responderam: - se você quiser um lugar para lazer ou você procura um campo particular, o que é pago ou você paga uma “taxa” para utilizar o campo do ginásio de esportes. Aí encontro outra desarmonia, se no ginásio foi gasto uma boa soma em dinheiro e está mesma soma veio do bolso do contribuinte, por que pagar uma taxa para utilizar aquilo que nós pagamos para construir?  Se não bastasse apenas isso, nós blogueiros tivemos relatos de outros grupos de basquete, de handebol, etc. que treinavam no ginásio e tiveram a promessa de que retornaria tudo ao normal quando a obra fosse finalizada, o que aconteceu foi que a obra acabou e os grupos foram “expulsos”, pois para utilizarem o espaço teriam agora que pagar varias taxas o que tornou o seu retorno impossível.
Vejam, aqui apenas relatei fatos que aconteceram com populares, fora é claro, o Frangão da Estrada, que a muito não vê uma ajuda significativa do nosso poder publico. Não há como manter um sistema esportivo sem incentivos que viabilizem desde a entrada até a permanência, por isso muitos que deveriam ser um expoente no esporte em Santa Izabel, ficam pelo “caminho”, esbarram em uma coisa que é fundamental para todos nós, uma via para se manter (digo manter aqui: conseguir pagar passagem para o local de treino, conseguir fazer pelo menos um lanche e etc.) e não tem como isso acontecer sem a ajuda primeiro do poder publico e depois do empresariado.

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