O Anarquismo em Poucas Palavras XXIV

sábado, 16 de abril de 2011.
Cultura de segurança

"Então o que é uma cultura de segurança?

É uma cultura onde as pessoas conhecem os seus direitos e, mais importante, fazem uso deles. Aqueles que pertencem a uma cultura de segurança sabem que comportamentos comprometem a segurança e estão imediatamente prontos para educar aquelas pessoas que, por ignorância, esquecimento, ou fraqueza pessoal, tomam parte de comportamentos de insegurança. Esta consciência de segurança torna-se uma cultura quando o grupo no seu todo faz violações de segurança socialmente inaceitáveis no grupo.

O que não dizer, para começar. Existem certas coisas que são inoportunas para discutir abertamente. Estas coisas incluem:

- O seu envolvimento ou o envolvimento de alguém com algum grupo clandestino;
- O desejo de alguém em envolver-se com esse tipo de grupos; perguntar aos outros se são membros de um grupo clandestino;
- A sua participação ou a participação de alguém em qualquer ação ilegal;
- A alegação de alguém para tais ações;
- Os seus planos ou os planos de alguém para uma ação futura.
- Essencialmente, é errado falar acerca de envolvimentos individuais específicos (passado, presente ou futuro) com atividades ilegais. "

- Trecho retirado do panfleto "Cultura de Segurança" -  http://ervadaninha.sarava.org/culturaseg.html

Por não estarmos mais vivendo em uma ditadura declarada tendemos a negligenciar quase que completamente a nossa própria segurança. Adotar uma cultura de segurança é algo básico para qualquer individuo ou coletivo envolvido em atividades e iniciativas anti-sistema.



Solidariedade é vital

Mesmo adotando uma cultura de segurança, corremos o risco de sermos presos pelo Estado. Por sermos exatamente contra o sistema somos uma espécie de crimonosos. Portanto o que o estado enquadra como crimino ou como inocente não faz tanta diferença para nós. O fato é que o Estado tem o poder de encarcerar nossos companheiros e usar tal intimidação para abafar nosso movimento. A solidariedade revolucionária não pode se resumir em manifestações pacíficas de apoio ou redes de suporte ao camarada preso, apesar de tais esforços serem de grande importância, tendemos a ver a solidariedade revolucionária como apenas um apoio moral.
Temos que encarar a solidariedade revolucionária essencialmente como a continuação e intensificação da nossa propria luta, encarar a solidariedade revolucionária como o aprofundamento de nossa revolta e ações contra esta ordem que destrói nossas vidas, o planeta e apriosiona nossos companheiros.
Solidariedade revolucionária contra as vítimas deste sistema é a destruição do sistema.

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