Do Blog Do Bordalo

segunda-feira, 2 de maio de 2011.

Não deixa de ser uma inovação técnica, capaz de surpreender até grandes juristas paraenses, como o Dr. Zeno Veloso, ou o próprio presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, que revela a gravidade do problema, mas é fato que o juiz Elder Lisboa da Costa determinou, ontem, a quebra do sigilo bancário da Assembléia Legislativa do Pará (Alepa), de um órgão público, pela primeira vez na história. A decisão foi dada em ação movida pelo Ministério Público do Estado (MPE), que apura o escândalo dos servidores fantasmas .
Agora o Banpará tem 15 dias de prazo para fornecer todas as informações da movimentação em conta corrente da folha de pagamento de janeiro de 1994 até hoje. Na prática, serão investigadas dos ex-presidentes da Casa Bira Barbosa (PSDB) do atual Chefe da Casa Civil Zenaldo Coutinho (PSDB), deputado federal Luís Otávio Campos (PMDB), Martinho Carmona (PMDB), senador Mário Couto (PSDB), Domingos Juvenil (PMDB) e agora Manoel Pioneiro (PSDB), atual presidente.
Vamos apurar tudo e repaginar a imagem e a história do Poder Legislativo, para restituí-lo de legitimidade e credibilidade de representante da sociedade paraense. Para isso, é muito bem vinda a contribuição do Congresso Nacional, que formou uma Comissão Externa para acompanhar a crise na ALEPA, integrada pelos deputados Cláudio Puty, Francisco Praciano (PT/AM), que coordena a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção da Câmara, o delegado e deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) e Jean Willis (PSOL/RJ). Eles chegam na semana que vem e toda a ajuda neste momento para colocar à luz essas distorções no funcionamento do parlamento é fundamental. 

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