Ensinamentos do Tao

quarta-feira, 18 de maio de 2011.
"A coragem impelida pela inquietação
conduz à morte".
A coragem impelida pela inquietação conduz à morte.

A coragem contida e cautelosa conduz à vida.

Dessas duas coragens uma é benéfica, a outra maléfica.

Por quê?

Por que algumas coisas são chamadas pelo céu e outras rejeitadas?

O sábio tudo observa com prudência e dificilmente toma uma atitude impetuosa.

O mandamento do caminho do Céu é de não intervir impulsivamente;

Vencer sem lutar.

Obedecer sem ordenar.

Fazer vir sem apelar.

Convencer sem falar.

A teia do Céu é infinita.

Suas malhas são largas e ninguém delas escapa.

Qual o critério das potências eternas?

Nem mo sábio o sabe;

E, na dúvida, entrega tudo ao Tao do Infinito.

Mas o Infinito se revela assim:

Ele prevalece - sem violência.

Ele dá ordem - sem comando

Ele atrai - sem se impor.

Atua com finalidade - mas sem interesse.

É uma rede de malhas largas, mas nada lhe escapa.

...
O Mestre sabe que a coragem pode ser benéfica ou maléfica.

O discípulo muitas vezes confunde coragem com impetuosidade.

O Mestre sabe que a verdadeira coragem está no domínio de si mesmo.

É mais fácil vencer um inimigo poderoso que vencer o seu próprio ego.

O Mestre sabe que nem sempre a coragem contida significa covardia.

O discípulo deve saber que um bom timoneiro não arrisca seu barco diante de uma tempestade, espera e navega em mares calmos.

O Mestre sabe que coragem não significa impetuosidade.

O discípulo deve saber que impulsos não opostos ao fluxo natural do "Como as coisas acontecem".

O mestre deve saber que a "maneira de ser tem mais força que a o agir", por isto o Mestre evita pregar sermões, ou impor comportamentos. Ele segue a lei natural.

O mestre sabe que diante de determinadas situações a melhor atitude é o não intervir; agir pelo não agir esperando que a manifestação do "como as coisas acontecem".

O Mestre deve com sua serenidade atenuar a impetuosidade e a impulsividade do discípulo.

O mestre deve saber quer os impulso do jovem discípulo é uma condição passageira, uma tempestade a que sempre se segue a calmaria.

Se o discípulo vê no mestre um mar sereno ele para este se dirige e não investe no mar revolto. Assim é que o Mestre torna-se um espelho para o discípulo.





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