A Grande Falácia e a Invasão do Iraque

sábado, 4 de junho de 2011.

Em abril de 2003 era iniciada a guerra no Iraque ordenada pelo então presidente americano George W Bush com a desculpa de que os Iraquianos estavam fabricando armas químicas e biológicas e que seria um perigo para o mundo as tropas norte-americanas iniciaram a invasão. Alguns meses após a invasão descobriu-se que não havia arma nenhuma e, no entanto, a guerra continuou desta vez a imprensa internacional enchia a cabeças dos telespectadores com cenas do tirano Iraquiano Sadam Hussein, só o que eles não mostravam é que Sadam havia chego ao poder graças ao apoio norte-americano que o pôs com um golpe de estado no poder.
O certo é que colocar um governo biônico e que se predispusesse a comercializar com os americanos é bem melhor do que ter um ex-aliado que não quer papo e a importância de ter ao lado um dos maiores produtores de petróleo do mundo é indiscutível.
Bem... Em 2008 Barack eleito, pôs como uma de suas promessas de campanha a retirada imediata das tropas americanas do Iraque e depois que chegou ao poder descobriu que não seria tão simples assim, reviu a data de retirada das tropas e depois de algum tempo enrolando finalmente ordenou o fim da guerra.
A “bomba” a mais na iniciativa de invadir um país que se quer esboçou a tentativa de uma ofensiva militar, veio com a divulgação de documentos secretos e dados sobre a guerra (pelo site Wikileaks) que entre outras revelações trouxe a publico um total de 109.000 mortos na guerra e pelo menos 63% sendo civis 43% a mais do que dizia o governo americano.
O relatório apontou que as autoridades militares dos Estados Unidos falharam na investigação de milhares de relatórios de abusos, torturas e violações que envolveram as forças de segurança iraquianas, pelo menos 1300 casos deste tipo ocorreram.
Além disso, as formas como se matavam os civis eram as coisas mais escabrosas possíveis, como em barreiras polícias o simples não entendimento da língua dos soldados era motivo para disparos letais contra os civis. Ainda teve um caso onde um carro de uma família que passava perto de uma barreira da marinha teve o sol refletindo no espelho que por não reduzir a velocidade foi alvejado por rajadas que mataram a mãe, feriram três de suas filhas e o marido.  Um Iraquiano que vestia roupa de esportista foi morto a tiros por um soldado americano que depois descobriu que ele era o tradutor do pelotão. 
O Exército americano também teria ocultado casos de tortura dentro das prisões iraquianas, e supostamente há relatórios americanos que envolvem o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, de ordenar a formação de equipes encarregadas de perpetrar torturas e matanças.
Enfim... Iraque invadido sem nenhum motivo realmente “decente”, milhares de civis mortos, famílias inteiras destruídas, li em algum lugar que não recordo agora que cerca de 24 mil mulheres Iraquianas entraram na prostituição para poder sobreviver, após ter perdido a família, o marido, irmãos, pai, mãe, não sobrou outra opção.

Abaixo vai um breve histórico da guerra: 
2003
            No primeiro ano da invasão, mais de 12 mil civis perderam a vida no Iraque. Naquele ano, o governo de Saddam Hussein foi deposto e o até então governante considerado um fugitivo. Ele foi encontrado em dezembro do mesmo ano, escondido em um buraco perto de Tikrit. Dois de seus filhos também foram capturados e mortos. Em um dos atentados que mais repercutiram internacionalmente, em 19 de agosto, contra o quartel-general das Nações Unidas, morreram o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, chefe da missão da ONU no Iraque, e outras 21 pessoas. O ataque foi atribuído à Al-Qaeda.
2004
            No ano seguinte, o número de civis mortos caiu ligeiramente, ficando em torno de 10,7 mil. O acontecimento que mais repercutiu foi a divulgação de fotos de soldados americanos torturando detentos na prisão iraquiana de Abu Ghraib. Rebeldes "vingaram" as torturas decapitando um civil americano. Além disso, uma série de atentados matou inúmeros representantes do país. 

2005
           Em 2005, quase 15 mil civis foram mortos. Apesar da violência crescente, o Iraque passou por uma experiência positiva ao realizar as primeiras eleições em 50 anos. A iniciativa foi considerada um sucesso e uma assembleia de transição foi eleita. Jalal Talabani foi escolhido presidente interino pelo Parlamento e assumiu em abril. Poucos meses depois, os iraquianos voltaram às urnas para referendar a Constituição. O ano foi marcado também pelo maior número de mortos em uma só ocasião desde a invasão americana. Um tumulto provocado por rumores de que havia homens-bomba no meio de uma multidão que se dirigia a uma cerimônia xiita deixou quase mil mortos. As vítimas morreram pisoteadas ou caíram no rio Tigre, sobre o qual ficava a ponte em que estavam no momento do tumulto.
2006
           O ano mais violento no Iraque terminou com mais de 27,7 mil civis mortos. Um atentado em fevereiro contra a mesquita de Samarra, sagrada para os muçulmanos xiitas, provocou uma onda de retaliações contra os sunitas e elevou a tensão no país. O clima foi considerado de guerra civil. O líder da Al-Qaeda no país, Abu Musab al-Zarqawi, foi morto em um ataque americano. Talabani foi reeleito e convidou o xiita Nouri al-Maliki para formar o novo governo. No dia 30 de dezembro, o ex-ditador Saddam Hussein foi enforcado.

2007
            No ano seguinte, o número de civis mortos caiu muito pouco, ficando em torno de 24,5 mil. Logo no começo de janeiro, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou o aumento no número de soldados americanos no Iraque. Ali, o Químico, primo de Saddam, foi condenado à morte pelo massacre de 182 mil curdos em 1988. A maior concentração de vítimas foi deixada por uma série de atentados no norte do país, em agosto, que deixou mais de 400 mortos. Em setembro, Bush fez uma visita surpresa ao Iraque e, pressionado pela oposição, admitiu pela primeira vez reduzir o contingente americano no país.
2008
            No quinto ano, a guerra deixou aproximadamente 9,2 mil civis mortos. Após cinco anos de ocupação, o número de soldados americanos mortos chegou a 4 mil. O exército americano transferiu uma primeira província sunita, Al-Anbar, aos iraquianos. No fim do ano, foi ratificado o acordo de segurança prevendo a retirada das tropas dos EUA até o fim de 2011. 

2009
           Em 2009, os civis mortos caíram para 4,6 mil. Janeiro começou com o Iraque retomando o controle da Zona Verde, símbolo da ocupação americana. Em fevereiro, o novo presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que a maior parte dos soldados americanos deixaria o país até o fim de agosto, antes da saída total, em 2011. Atentados contra prédios públicos de Bagdá deixaram 386 mortos. As forças de combate americanas deixaram as ruas das cidades, passando o controle dessas áreas ao governo iraquiano.
2010
           Até a retirada americana, aproximadamente 2,3 mil civis perderam a vida no Iraque, parte deles na onda de atentados realizados em março, durante as eleições parlamentares. Antes do pleito, 456 candidatos às legislativas foram impedidos de concorrer por estarem vinculados ao partido Baath, de Saddam Hussein. No dia 18 de agosto, a última brigada de combate americana encerrou o trabalho no Iraque. Até o dia 31, 90 mil soldados deixaram o país, segundo Obama. 

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