‘Lulismo’ venceu ‘chavismo’, avalia revista ‘The Economist’

sábado, 23 de julho de 2011.
Sílvio Guedes Crespo
Radar Econômico
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Lula e Chávez em encontro na Venezuela no ano passado (foto: Ayrton Vignola/AE)

A revista britânica “The Economist” traz, na edição que chega às bancas do Reino Unido neste fim de semana, duas reportagens que abordam o Brasil. Uma delas afirma que o “lulismo” triunfou sobre o “chavismo” na América Latina.
outro texto sobre o Brasil tenta explicar por que o País agora consegue trazer de volta muitos de seus jogadores de futebol e considera que o País está ficando mais parecido com a Inglaterra.
‘Lulismo’ contra ‘chavismo’
Um exemplo da decadência do “chavismo” e prevalência do “lulismo” é a eleição do presidente Ollanta Humala no Peru. O político, que no passado era seguidor do venezuelano Hugo Chávez, hoje se disse “convertido” ao modelo de Luiz Inácio Lula da Silva. O Peru é hoje a economia latino-americana com maior taxa de crescimento.
“Com sorte, ele (Humala) pode aderir a outro elemento do sucesso brasileiro: o respeito a contratos com investidores privados.
Para a revista, a combinação de investimentos privados com programas sociais “são a fórmula da moda” na América Latina.
Apesar dos elogios, a revista também faz críticas ao modelo brasileiro. Para o texto, gastos públicos no último ano do governo Lula geraram um aquecimento econômico além da conta.
Futebol
A “Economist” apresenta basicamente os mesmos argumentos utilizados em reportagem recente do ”Financial Times” para explicar por que é crescente a lista de jogadores de primeira linha que estão saindo de clubes europeus para voltar a atuar no Brasil.
O primeiro fator é o câmbio: o real subiu 35% em relação ao euro entre 2004 e 2010. O segundo é a melhora da administração dos clubes defutebol. “Melhores gestões são vistas em todo o Brasil, do setor privado ao governo de alguns grandes Estados, e os clubes de futebol não são exceção.
No caso do Corinthians, que fez uma proposta de R$ 100 milhões para tirar Carlos Tevez do Manchester United, o time paulista ganhou dinheiro com “novos acordos com a televisão e uma aproximação comercial maior junto à sua vasta base de torcedores”.
Após dizer que a Inglaterra passou por um processo semelhante, o texto termina com uma ironia: “Na verdade, o futebol brasileiro pode estar ficando mais parecido com o inglês em um outro sentido. Na Copa América, o Brasil perdeu para o Paraguai nos pênaltis”.
Leia no site da ‘Economist’ (em inglês):

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