Lei do Foda-se III Parte

domingo, 14 de agosto de 2011.

Ainda sobre como a pena de morte pode incidir pesado sobre uma parcela apenas da nossa sociedade vai abaixo outro texto para reflexão:

A violência contra o negro

No que diz respeito à violência policial no Brasil, segundo pesquisa do Datafolha, os negros são abordados com mais freqüência durante as blitz, recebem mais insultos e mais agressões físicas que os brancos. A desvantagem, revelada pela pesquisa Datafolha, não pára por aí: percentualmente, também há mais revistados negros que qualquer outro grupo étnico.
Entre os da raça negra, quase metade (48%) já foi revistada alguma vez. Desses, 21% já foram ofendidos verbalmente e 14%, agredidos fisicamente por policiais. Os pardos superam os negros em ofensas: 27% deles foram ofendidos verbalmente e 12% agredidos fisicamente. Ao todo, 46% já foram revistados alguma vez. A população branca é menos visada pela polícia. Entre estes, 34% já passaram por uma revista, 17% ouviram ofensas e 6% já foram agredidos, menos da metade da incidência entre negros. Em cada três negros, um (35%, exatamente) teme mais a polícia que os bandidos e outro teme os dois na mesma proporção, aponta o levantamento. Para os entrevistados de cor branca, somente 19% (um em cada cinco) temem mais a polícia. Quase a metade, 47%, tem mais medo dos bandidos do que da polícia.
Quanto à criminalidade, constatou-se que dos homicídios dolosos contra menores, 54% das vítimas eram menores negros e 33,9% eram brancas, inserindo-se as restantes a outras categorias. Da população dos presídios, 68% das pessoas presas têm menos de 25 anos de idade, sendo que 2/3 são negros e mulatos;
Não se pode ignorar o racismo, o preconceito, a discriminação, aceitando os estereótipos que marginalizam, oprimem, humilham e matam o povo negro. A Constituição de 1988 soube repudiar a marginalização do negro, tipificando o racismo como crime em seu artigo 5° , inciso XLII. Mesmo assim, ainda imperam no país diferentes formas de discriminação racial, velada ou ostensiva, que afetam mais da metade da população brasileira, constituída de negros ou descendentes de negros privados do pleno exercício da cidadania.
O que me diferencia de um assassino é exatamente o crime, o assassino mata, matou ou matará eu não, daí me choca a comparação “ele pode matar você, alguém da sua família e tudo bem?” veja se refletirmos sobre essa frase ela tende a comparar o cidadão de bem com um criminoso, repito o que me diferencia de um assassino é que eu não mato ele mata se eu passar a matar seja “pra se defender” ainda assim eu serei um assassino tanto quanto aquele que eu estou “julgando”.
Se algum dia fizermos um plebiscito para decidir sobre adotar a pena de morte no Brasil ou não eu votarei convictamente não e votarei não por três aspectos; Social, Religioso e Humano.
Na Bíblia cristã a menor frase e a mais importante de todas para o respeito à dignidade e a convivência entre os iguais está em Êxodo 20.13 – NÃO MATARÁS este é o principio a dignidade e o respeito ao ser humano, Não Matarás.

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