Mudando de Opinião

quinta-feira, 18 de agosto de 2011.


Eu pensava que nossos legisladores não estavam legislando porque não queriam, confesso que desta vez me equivoquei. Não é apenas papel de um legislador sério a correta fiscalização do executivo como também o é a criação de projetos e de atualização de nossas leis, acontece que como bem foi exposto pelo Blogueiro Diego Sousa em uma matéria num jornal de circulação municipal nossos legisladores não criam, não atualizam e não fiscalizam as nossas leis. Eu realmente imaginava que isso ocorria porque eles não queriam, acho que estava enganado, após algumas edições do palaciano jornal Destak deu para perceber que nada entendem ou nada querem entender de leis, das nossas leis.
Sinceramente para quem lê o jornal acha que ou eles sabem bem o oficio de mestre de obras ou de ajudante de pedreiro, ou melhor, muitos dos nossos legisladores municipais passaram por uma cátedra de Engenharia, pois é só o que lhes cabe como “papel de relevância” no jornal da prefeitura, opa... quer dizer no Destak. Você abre as paginas do jornal e tem lá vereador requeri uma lombada, vereador requeri um murro de arrimo, vereador requeri banheiro para clientes de logradouro particular, vereador requeri, vereador requeri, vereador requeri... etc... etc... etc... chega a ser maçante se não bastasse a fuga de papel de uma casa de leis o pior é o direcionamentos errado do pouco tempo que eles nos reservam.
Pensando nessas coisas acima explicadas e que cheguei à triste conclusão de que não é só falta de vontade dos legisladores de Santa Izabel do Pará não é antes de tudo desconhecimento das suas atribuições, é isso mesmo, nossos eleitos vereadores não sabem o que fazem.


Eu ia fazer a análise política da situação, mas vi um trecho de um texto lá no blog do Zé Carlos e resolvi reproduzi-lo, pois já contempla o que eu ia explanar, então... vai abaixo:
“Os chefes do Poder Executivo, presidente, governador e prefeito nascem democraticamente, mas exercem o mandato como autênticos ditadores. A prova disto são as manobras que fazem para obter, a qualquer custo, o apoio da maioria de membros no parlamento. Eles chama esta negociata de governabilidade.
Para ter a conivência parlamentar os chefes dos executivos usam de tudo, de tudo mesmo. Coptação através de oferta de espaços no primeiro escalão, no segundo, no terceiro e até no porão, que é o sistema penal tem gente indicada por estes políticos adesistas.
Oferecimento de emendas parlamentares é uma forma comum de desviar dinheiro público para sustentar os esquemas de compra de votos e enriquecimento ilícito destes porcos-políticos. Emenda parlamentar é uma ação legislativa estranha e questionável, pois servem apenas a interesses escusos.
Contratação de empresas indicadas pelos corruptos para prestar serviços e superfaturar obras. Contratação de ônibus escolares de empresas pertencentes a pessoas próximas dos legisladores de quinta. Concessão de transportes, de rádios, de televisão, entram no esquema.
Tudo vira moeda de troca neste balcão de negócios que é a corrida para ter maioria a qualquer custo nas casas legislativas.
[..]
“Se estas negociatas ocorrem em Brasilia e em Belém, onde a imprensa e o Ministério Público estão mais próximos, imaginem nos municípios. Os prefeitos compram as Câmaras Municipais com enorme facilidade. Os vereadores, após eleitos pela oposição, no dia seguinte da posse vão ao gabinete do prefeito com as calças nos pés e pimba, a vontade popular vai para o beleléu.
A palavra governabilidade é um eufemismo que acoberta estes crimes. A operação para ter maioria, na verdade, desrespeita a Constituição, os princípios republicanos da separação dos poderes, a vontade popular e viola a ética. Se o povo elegeu o prefeito, o governador e o presidente sem lhes dar maioria no Parlamento é porque desejou que o legislativo fosse forte e atuasse fiscalizando as ações do executivo em nome da sociedade.”


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