O que a mídia privada mostra é o que os donos pagam

quinta-feira, 25 de agosto de 2011.
Há uma guerra imunda sendo travada contra os líbios. O governo francês armou os “rebeldes” para enfrentar as forças do líder Muamar Gadafi e a OTAN proclama que seus bombardeios atingem instalações militares do governo daquele país.

Um relatório da ANISTIA INTERNACIONAL divulgado na Europa e convenientemente omitido no Brasil – a turma recebe para não divulgar – mostra que os ataques de um dos tentáculos de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A contra os líbios atingem alvos civis, matam crianças, destroem hospitais, são inconseqüentes e têm como objetivo destruir a infra estrutura do país. Física e humana.

Embaixadores norte-americanos no Brasil têm o hábito de reuniões com jornalistas. É o que mostra o WIKILEAKS. William Waack da GLOBO é um dos mais estimados, digamos assim. A despeito de ter errado redondamente nas avaliações que fez das eleições presidenciais de 2010 no Brasil – encantou Hillary Clinton com sua verborragia e submissão – continua participando de reuniões, encontros, ágapes em “negócios” que os EUA têm interesses diretos, para depois veicular em seu JORNAL DA NOITE, ou em programas da GLOBONEWS (canal fechado) aquilo que foi determinado, é do agrado dos que pagam.

Num estúdio de tevê o telespectador enxerga o cenário do programa apresentado e nesse cenário o que é interesse da emissora. Nos programas de William Waack não mostram os pés dos embaixadores brasileiros convidados para emitir opiniões sobre essa ou aquela situação. Caso de Celso Láfer, ou do próprio apresentador. É que estão todos descalços controlados pela embaixada dos EUA. Submetem-se a revista prévia por agentes especializados. Só depois sai o contracheque.

Num telegrama de 2005 o cônsul norte-americano em São Paulo (país vizinho que fala a mesma língua e é controlado pelo esquema FIESP/DASLU) conta a visita do embaixador de seu país John Danilovich a Porto Alegre e o encontro com diretores da RBS – REDE BRASIL SUL – num almoço particular com os editores do grupo. A RBS é o maior grupo regional de comunicação da América latina e ligado à GLOBO.

Os objetivos eram dois. A defesa dos “negócios” segundo a ótica dos EUA e de Israel, evitando notícias sobre o crime de genocídio que vem sendo cometido desde a invenção do Estado pelas grandes potências contra os palestinos. Os resultados foram satisfatórios. O compromisso foi selado.

O embaixador foi agraciado com uma entrevista no jornal ZERO HORA e em emissoras de rádio e tevê do grupo. Esse mesmo embaixador encontrou-se com líderes da comunidade judaica em Porto Alegre e jornalistas, presente o rabino Henry Sobel (aquele que teve uma crise e roubou uma gravata numa loja de New York e acabou passando uns dias na cadeia). No encontro estava presente Abraham Goldstein, presidente da B’nai Brith do Brasil e que garantiu que a mídia faria campanha para garantir pontos de vista favoráveis ao estado invasor e terrorista de Israel e a comunidade de judeus no Brasil.

O mesmo Goldstein garantiu que o editor do ESTADO DE SÃO PAULO assegurou campanha favorável a Israel. Essa campanha tinha como objetivo buscar não judeus críticos do secretário de Assuntos Estratégicos do governo de Lula, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, considerado anti-sionista. Essa importante Secretaria no governo Dilma foi comprada pelo PMDB e está em mãos de Wellington Moreira Franco, político de “grande competência” e “reputação ilibada”, depois de ter destruído o sistema de CIEPs magnificamente construído por Darci Ribeiro e Leonel Brizola. Tem certificado fornecido por Washington, por Wall Street e paraísos fiscais para dinheiro público roubado.

Um ex-ombudsman do jornal FOLHA DE SÃO PAULO (partícipe ativo da ditadura militar na desova de corpos de presos políticos assassinados nos porões do regime) Carlos Eduardo Lins e Silva é outro “patriota” que tem o hábito de conversar com os diplomatas norte-americanos. Entrega o ouro e de quebra se compromete a defender a matança de palestinos. Esteve, como mostra o WIKILEAKS, com o Assistente do Departamento de Estado para Assuntos Econômicos no Fórum Econômico Mundial América Latina, em 2006. Errou feito também em suas previsões ao apresentar o governador Geraldo Alckmin, coroinha da OPUS DEI, como um candidato de “grande viabilidade” às eleições presidenciais daquele ano.

Participou de um encontro com o senador republicano Chuck Hagel, em São Paulo, onde estava Celso Láfer (ministro das Relações Exteriores do governo FHC que tirou os sapatos nos aeroporto de New York para ser revistado). No mesmo encontro estavam Rubens Ricúpero, ex-ministro da Fazenda do governo Itamar, embaixador do Brasil nos EUA e Sérgio Amaral, também ex-ministro de FHC.

Quando do início das descobertas do pré-sal o jornalista esteve reunido com o cônsul geral dos EUA Thomas White. Discutiram planos para a exploração do petróleo, campanhas para a entrega. Noutro encontro juntaram-se o sociólogo Bolívar Lamounier, Celso Láfer, e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia de FHC, José Goldemberg. Essa foi uma reunião com o Arturo Valenzuela, secretário assistente para assuntos do Hemisfério Ocidental.

O cientista político Bolívar Lamounier e José Augusto Guilhon de Albuquerque aparecem noutra “reunião” com norte-americanos, onde foram apresentados como “acadêmicos ligados ao PSDB”. O partido é um dos principais braços do complexo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A no Brasil.

Os dois acertaram a previsão que Lula elegeria seu sucessor, mas seria necessário buscar apoio no PMDB classificado como um partido que “é sempre problema, nunca a solução, porque não tem nenhuma identidade política nem ideológica e existe com o único propósito de avançar em interesses pessoais para seus membros”.

Aí Dilma correu lá e chamou Moreira Franco, entre outras peças das máfias que formam o partido (existe gente decente sim, mas 0,00000000001%).

Nesse encontro estava o embaixador Clifford Sobel, dos EUA, lógico, que ao final relatou aos seus superiores que ficou acertada uma cobertura positiva para os Estados Unidos, inclusive nas manobras militares entre as marinhas de três países. A dos EUA e as auxiliares, do Brasil e da Argentina.

O jornalista Fernando Rodrigues, repórter político especial do jornal FOLHA DE SÃO PAULO, foi procurado duas vezes para analisar questões relativas ao Brasil. O funcionamento do Tribunal de Contas e uma eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, onde o deputado Aldo Rebelo – pró-EUA, relator do Código Florestal, no bolso dos latifundiários, da bancada do PC do B) concorria.

Como se vê, toda aquela proclamada liberdade de expressão da mídia brasileira pode ser encontrada nos livros caixas da embaixada e consulados norte-americanos, grupos sionistas do Estado invasor de Israel, imaginem quanto a revista VEJA – a líder em podridão explícita – deve ter recebido para a matéria onde afirma que muçulmanos são terroristas e que agem no Brasil com conhecimento do governo.

Na realidade os que agem aqui são outros. Os da MOSSAD – serviço terrorista do Estado invasor de Israel – da CIA e embaixadores e funcionários dos EUA, no serviço de “amaciar” jornalistas e empresas privadas de comunicações.

O que o brasileiro lê, escuta ou vê na mídia privada é aquilo que foi pago pelos donos. A liberdade de expressão dessa gente se resume aos “negócios” e Dilma Rousseff vai entregar a Banda Larga às teles num ato criminoso e de pura traição a tudo o que foi dito durante sua campanha eleitoral. É tucana, disfarçou-se para ser o poste que segundo Delfim Neto Lula elegeria – “Lula elege até um poste” –. Elegeu uma tucana com roupagem petista.

Um dos momentos de rara felicidade no jornalismo brasileiro foi quando Paulo Henrique Amorim definiu essa mídia – PIG, o PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA. E outro, anterior a essa definição precisa, quando o jornalista Millôr Fernandes afirmou ainda na revista O CRUZEIRO, que “a corrupção começa no cafezinho”. Estava definindo o jornalista venal.


E o FHC?, O Sérgio Cabral?, O Collor?, O Sarney?

Postado por Fiscais da Mídia

Eu não votaria em José Dirceu para sindico de prédio. Mas recordo-me de uma frase de um deputado baiano do PFL à época da CPI do Mensalão. José Carlos Aleluia, o nome do deputado. Ao inquirir o ex-ministro chefe do Gabinete Civil, Aleluia afirmou o seguinte – “eu o conheço há anos e não creio que o senhor tenha tirado proveito próprio de verbas públicas, posto dinheiro público em seu bolso”.

Não conheço os autos do processo do Mensalão. O que não significa que não tenha existido e que não exista em vários níveis. O ex-governador José Roberto Arruda, de Brasília, foi pego com a boca na botija num esquema semelhante. A corrupção no governo Sérgio Cabral no Rio de Janeiro é a luz do dia, escancarada.

O ex-procurador geral da República Geraldo Brindeiro sentou em cima de todos os inquéritos que apontavam escândalos no governo de Fernando Henrique (de longe o pior de todos, o mais cínico, o mais repulsivo) e principalmente o inquérito que apresentou provas públicas (houve cassação de um ou dois mandatos de deputados que venderam os votos) sobre a compra de votos para o golpe branco da reeleição.

Está lá até hoje sem que haja denúncia do Ministério Público, da Procuradoria Geral da República.

E FHC impune em todos os escândalos das privatizações criminosas feitas em seu governo. Jobim, que hoje é ministro de Dilma como foi de Lula deu um jeito.

Uma CPI da Corrupção no governo Sarney, da qual a figura principal foi o então senador Itamar Franco, mostrou o descalabro que foi o mandato presidencial do atual presidente do Senado. E essa prática permanece nos estados do Maranhão e do Amapá, se estenderam à família. Sarney posa de avalista da democracia, da república, tenta impedir a divulgação dos documentos sobre tortura e violência no regime militar, pois está comprometido com esse esquema até a medula do bigode pintado.

Sobre Collor então. O ex-presidente foi impedido por decisão do Congresso Nacional, debaixo de pressão da opinião pública, depois que entendeu que o dinheiro público era dele e de Paulo César Faria, mais tarde assassinado no clássica limpeza de trilho, cala a boca.

Nos últimos dias surgiram revelações impressionantes sobre a corrupção no governo de Sérgio Cabral. Ligações com empresários em troca de favores (contratos de obras e serviços no Estado), favorecimento ao pilantra Luciano Huck para investimentos em área ambiental através do escritório da agora ex-mulher de Cabral. Cada trem mais escabroso que outro e nada, exceto um pedido de apuração dos fatos feito pelo deputado estadual Marcelo Freixo, mas que esbarra na maioria de deputados corruptos que forma a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

O pedido de condenação dos acusados do Mensalão feito pelo procurador geral da República pode até estar respaldado em provas e se essas existirem os réus, lógico, devem ser condenados. Roberto Jeferson, por exemplo, é réu confesso. Abriu a boca quando viu que não conseguiria extorquir mais.

Mas e o resto? Sarney vai ficar impune? Ele e sua família? Collor de Mello, FHC, Sérgio Cabral? O que dizer das ligações da filha de José Serra com o banqueiro Daniel Dantas e do papel de Gilmar Mendes beneficiando a esse banqueiro com dois habeas corpus em menos de uma hora e depois forjando, em cumplicidade com a revista VEJA (imprensa marrom, tipo aquele tablóide fechado na Grã Bretanha), uma gravação que nunca existiu em seu gabinete?

Como ficam esses caras? Gilmar Mendes é um dos que vai julgar o processo do mensalão. Deveria ser réu num monte de outros processos, o País inteiro sabe disso.

A ministra Ellen Gracie, em 2002,.decidiu uma querela no STF que os filhos do seu primeiro casamento eram interessados diretos em direitos futuros de herança e quando questionada sobre a sua suspeição rejeitou qualquer preliminar sobre o fato. Mas não pensou duas vezes em comprar com dinheiro público uma banheira de hidro-massagem para o seu apartamento funcional com verba pública, segundo ela, algo indispensável para um melhor conforto e melhores condições para exercício da magistratura.

Devia explicar isso para a juíza que revogou a Lei Áurea mantendo trabalho escravo e beneficiando uma empresa, em Brasília mesmo.

O importante a observar é que nada disso é corrupção em si, só corrupção. É conseqüência do modelo político e econômico brasileiro. Com todas as letras do capitalismo selvagem que se pratica aqui. Barões paulistas comandando o País, escolhidos a dedo pela corte em Wall Street e Washington, com caldos de barões do latifúndio (ainda são mantidos à distância, pois mordem e não há vacina que evite a morte. Uma mordida de Kátia Abreu mata em cinco segundos).

Banqueiros e grandes empresários. Onde há corrupção há o corruptor.

Como ficam Sérgio Cabral e sua ex-mulher no caso do favorecimento ao pilantra Luciano Huck? Ou FHC na compra de votos para reeleição? Os contratos firmados pelo governo do estado do Rio com Eike Batista?

Toda a sorte de trapaças que é implícita ao modelo, faz parte do cerne do modelo. É inerente a ele. O capitalismo não sobrevive sem corrupção, sem violência, sem barbárie.

O jornal O GLOBO estampou manchete sobre o pedido do procurador. Mas não diz uma linha sobre a corrupção de Cabral, ou a vergonha que foi o processo de privatizações no governo FHC. É simples, tanto o jornal, como a rede de tevê estão no bolso dos caras, têm interesse direto nos “negócios”.

Os políticos petistas envolvidos no escândalo, nesse e outros provocados pelas alianças com partidos padrão PR (o que vende casas no céu) pagam o preço não da ingenuidade, mas da capitulação diante dessa gente. Quem aos porcos se mistura, farelo come, é um ditado antigo.

O que existe é isso, um centro irradiador de doenças políticas e econômicas e tentáculos, todos envolvidos em grossa corrupção, que é conseqüência.

É óbvio, onde existe corrupto existe corruptor. Pouco importa que seja o esquema FIESP/DASLU, é o modelo.

A falta de transparência, de participação popular. De mecanismos de liberdade real de imprensa e não monopólio de quadrilhas que controlam o setor.

O cidadão comum e o último a saber e quando sabe o sabe pela voz dos próprios bandidos. Ou seja, via JORNAL NACIONAL, JORNAL DA NOITE, FOLHA DE SÃO PUALO, VEJA, ÉPOCA, etc.

Quando o filho de um dos diretores da RBS –REDE BRASIL SUL – que controla a mídia na região sul do País e é parte da GLOBO, estuprou uma menor em sua residência o silêncio foi total. Absoluto.

E aí? Sarney, Collor, FHC, Cabral, Paulo Hartung, bandidos de maior ou menor quilate vão ficar impunes? Aécio, Alckimin, Serra, Jereissati?

O problema é que o PT por seus dirigentes e o próprio Lula e agora Dilma se misturaram ao esquema, pagam o preço do equilibrismo diante de mafiosos muito mais espertos que eles.

E esse esquema é podre, o institucional no Brasil está falido. Até a Lei Áurea foi revogada.
Fonte: universae.blogspot.com

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