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terça-feira, 9 de agosto de 2011.
Carta de Repúdio
Desde tempos imemoriais as mulheres vêm sendo perseguidas, vitimas da opressão imposta pelos homens que na sua maioria agiram com o apoio de uma sociedade que ratifica o machismo, o racismo, a homofobia entre outras praticas discriminatórias. Ainda sobre as mulheres vale lembrar-se das operarias americanas que foram queimadas, em 1857, por reivindicarem melhores condições de vida, queimadas por um patrão, por um opressor... Por um homem, no entanto, esse episodio deu origem ao 8 março como um dos marcos dessa luta incansável.
O fato é que em pleno século XXI a opressão contra as mulheres ainda ocorre diante dos nossos olhos, pois, a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil, em lugares que sequer imaginamos...
No ultimo dia 29 de julho de 2011 o CCSE servia de palco para mais um caso de agressão contra mulher, com um roteiro horroroso, porém nada de novo, a cena teve como protagonistas uma mulher e um covarde machista, travestido de homem... O estudante de Pedagogia Thomas Mark que num surto de agressividade partiu pra cima de sua companheira de curso Paulyane Ramos, atual diretora do Centro Acadêmico de Pedagogia (CAPE), a violência não chegou a ser física graças a intervenção de outro homem o também discente de Pedagogia Paulo de Tarso e do serviço de segurança da UEPa. Não há nada que possa justificar o ato violento de um homem contra uma mulher, contudo, alguns devem estar se perguntando o que levou o agressor a tais atitudes, sobre isso faremos um relato.
Durante todo o mês de julho o tal estudante referido acima “mudou-se” para sala do CAPE e resolveu transformar o espaço em seu escritório particular, fazendo uso dos computadores para editar vídeos e digitar trabalhos de alunos do PARFOR, vale lembrar que esse não era um trabalho filantrópico, ou seja, o mês para ele foi bem proveitoso.
Sabemos que o CAPE é um espaço do estudante de pedagogia, contudo, foram também os estudantes de pedagogia que escolheram uma gestão para representá-los e entre outras responsabilidades cabe a gestão regulamentar o uso do espaço, entretanto, por mais de 30 dias a gestão, mesmo sem nunca ter recebido um pedido formal, permitiu que o agressor fizesse uso do computador o dia todo. Mas no dia 29 a diretora do CAPE precisou fazer uso do computador em razão do final do mês de julho e o advento da semana do calouro, contudo, não esperava a covardia do aluno Thomas Mark, que esperou que os dois ficassem sozinhos na sala para  que ele desligasse o computador e o arrancasse do seu lugar  e isso tudo berrando o proferindo ameaças como: “TU NÃO ME CONHECES, NÃO SABES DO QUE EU SOU CAPAZ”
Repudiamos essa postura, a covardia é a apenas um sintoma de uma doença muito maior... a IGNORÂNCIA, pois o ignorante sem argumentos parte sempre para violência e, não se pode esperar também bom senso desse tipo de pessoa, pois será que os mais de 30 dias não bastavam? Esperamos que a UEPA tome providencias em defesa da mulher e do curso de Pedagogia, ora o agressor está a dois semestres de se formar e em pouco tempo estará no mercado com o titulo de pedagogo com responsabilidade de educar pessoa.
Ao agressor queremos deixar claro que a truculência aplicada por você serviu apenas para assustar momentaneamente uma de nossas diretoras, mas não nos fez perder a racionalidade e jamais permitiremos que a força bruta prevaleça sobre a inteligência e o bom senso e veremos o que ecoará mais seus gritos carregados de ameaças ou nossa denuncia de sua covardia.

TEMOS DITO
CENTRO ACADÊMICO DE PEDAGOGIA
Gestão Renovação e Autonomia - Pedagogia, Mostra Tua Cara!

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