Jornalismo Seriedade

terça-feira, 13 de setembro de 2011.
Se eu não fico preocupado fico no mínimo boquiaberto quando vejo alguém utilizar a tal alcunha “Jornalismo Verdade”, já inclusive debati aqui no blog esta questão que para mim não dá para se falar em uma “verdade” que seria algo fechado e irrestrito se toda “verdade” não passa de percepção de parte de uma realidade total, ou seja, acabamos partindo de algo muito restrito que é a visão de alguns fatos e massificando isso como se fossem os únicos fatos e eu ,realmente, não creio nisto. Por isso costumo dizer que “os fatos são as meias verdades da história” e realmente não temos como não relativizar só assim para analisar algo com uma certa “neutralidade”.
Por que o papo todo acima? No primeiro parágrafo eu tento fazer uma constatação que tem me servido de exemplo para verificar no jornalismo brasileiro os bons profissionais do jornalismo e os monstros fisiologistas e por incrível que pareça quando se faz uma peneira é difícil de encontrar algo que “sirva” é como tentar colocar uma roupa tendo engordado ou emagrecido vinte quilos, certamente não caberá. Mas, sempre tem o mas, há dois exemplos um regional e outro nacional que me fazem acreditar que ainda tem solução.
O primeiro é o nosso querido Lúcio Flávio Pinto que é exemplo em todos os aspectos, para quem inicia na área de comunicação no estado do Pará, por sua postura de enfrentamento para informar trava diariamente batalhas com gigantes como o grupo O Liberal e Diário do Pará.
O segundo é o jornalista Paulo Henrique Amorim que a muito tempo trava batalhas contra os grupos O Globo, além de ser editor do blog conversa afiada, é dele a expressão PIG (Partido da Imprensa Golpista) há alguns pela blogosfera que acham um exagero, mas Amorim tem toda razão, vejam as tentativas da imprensa de derrubar Lula Foram bem logradas contra Collor, depois dois mandatos de FHC aos quais a imprensa fora completamente sua aliada e depois tentaram acabar primeiro com sua candidatura diante de José Serra e depois diante de Geraldo Alkmim não surtindo efeito para conseguir a derrota de Lula, mesmo assim não desistiram e dentaram desta feita com a candidatura de Dilma Rousseff se transformando assim mais que em um poder paralelo, mas em um verdadeiro Partido Golpista.
 Presos por um sistema nada democrático de comunicação. Os donos da comunicação fazem dos outros jornalistas (ainda há outras raras exceções) verdadeiros soldadinhos de chumbo e acabam com qualquer norma dentro ou a margem da lei e por isso, por conta deste sistema de privilégios que nós perguntamos até quando?

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