AÇÃO ANTRÓPICA

quinta-feira, 20 de outubro de 2011.

Florestal
Antes, na Santa Izabel da minha infância, a saída da cidade em sentido a Bujaru deixava gravada em minha memória as árvores do Florestal cobrindo uma parte da pista. Hoje porém, na Santa Izabel do por vir, outra impressão cognisciva é deixada.

Modernidade
Estes são os postes que interligam a energia da subestação à nossa cidade, é a nova paisagem Izabelense.

O processo de modernização dos meios de produção por meio da energia elétrica ocorreu na Europa na segunda metade do século XIX, no Brasil mais de um século depois, em Santa Izabel só no início do século XXI. Não quero dizer que a atividade empresária no município não seja movida a energia elétrica, chamo a atenção de que só agora temos capacidade energética suficiente para promovermos a industrialização em nosso município o que vai acontecer naturalmente. Enquanto o mundo experimenta a terceira revolução industrial, nós estamos iniciando a segunda.

Constatar que Santa Izabel irá adequar-se decisivamente ao modo de produção capitalista, causa-me um sentimento paradoxal, pois se de um lado isso é importante para o nosso desenvolvimento, por outro é o fim da cidade em que vivi.

Tenho a sorte ou o azar de viver neste momento de transição entre a Santa Izabel de meu pai, com os meios de produção mais característicos do feudalismo, da Santa Izabel do meu filho com os meios de produção aos moldes do capitalismo internacional.

A mudança de mentalidade entre uma sociedade e outra é tremenda. Esse processo de desenvolvimento traz muitas mazelas sociais e ambientais.

Anuncio o fim da Santa Izabel antiga, vivamos a Santa Izabel do por vir.

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