COMO E QUANDO VAMOS PROGREDIR?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011.
Tomando por base dados do IBGE, o nosso município é o mais antigo da Região Metropolitana (excetuando Belém), com 77 anos de fundação, no entanto possui o segundo menor PIB, isto é, a soma de toda sua produção mensal, atinge a vergonhosa cifra de R$ 240 mil (vide gráfico), ficando apenas à frente do recém-criado e deslocado do eixo rodoviário, a BR-316, o município de Sta. Bárbara. 
    É gritante a diferença do município de Ananindeua, que já fora distrito de Sta. Izabel e que hoje ostenta uma produção interna de mais de 3 milhões de reais, tendo apenas 68 anos de emancipação política. Outro que já nos ultrapassou foi Benevides, que possui o terceiro PIB da Região, algo em torno de 517 mil reais, como se sabe este município também foi antes distrito Izabelense, tendo apenas 50 anos que emancipou-se. Como se não bastasse, o atual município de Marituba fundado há 7 anos (pasmem!) , tem sua produção mensal estimada em 470 mil reais, quase o dobro da nossa.
     É verdade, porém que todos esses municípios têm a influência da Capital por suas proximidades, no entanto não se pode usar isto como regra, pois se assim fosse, Castanhal estaria há muitos furos abaixo do nosso município. O que se viu nesses nossos vizinhos, foi trabalho, empenho, capacidade gerencial, representatividade e boa dose de bairrismo.
    Elucidando mais ainda, nossa terra possui a maior área territorial entre estes cinco municípios citados, ou seja, 717 km2 e sua população de 60 mil habitantes, coloca-o como o 4º, excluindo-se Belém.
    Obviamente que nunca se soube aproveitar este extenso território, que possui grandes recursos minerais (água, areia quartzosa, argila, propiciabilidade turística) e que já fora o segundo produtor de pimenta-do-reino nos idos de 70 e sua economia se "volatizou", em função de não ter sido tranformada em rentáveis empreendimentos locais,  dada a indifernça dos novos capitalistas (em sua maioria japoneses) somada a  incapacidade de muitos mandatários, que se transformaram em meros improvisadores de gestões,  não incentivando esse raro momento de prosperidade econômica. Tais administrações muitas das vezes sem assessorias técnicas adequadas (o que infelizmente ainda ocorre)  -só podia resultar em um retrocesso sócio-econômico, o que por via de consequência fez com que o município não progridisse a passos mais significativos.
    Se insistirmos na mesma toada, alimentando um quadro político que não objetiva o futuro, com atores cujas  atuações não refletem o desenvolvimento, onde não se privilegia o debate democrático, liberal e progressista, onde a comodidade  antecede o trabalho profícuo e objetivo  -logicamente que sempre estaremos nos distanciando do nosso desenvolvimento e comprometendo o futuro de novas gerações.
    A realidade consubstanciada nos números, é o espelho desse triste desfecho. 
    Sorte que sempre há lugar para a esperança e ela depende de nós.

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