Eus

domingo, 23 de outubro de 2011.
Não sou cristal
Sou circunspecto
Sou circundado
Sou o afago do afago
Sou um arquétipo de outro trago
Sou qualquer coisa presa e solta no ar

No mar...

No mar dos meus sonhos
Das minhas emoções
Das minhas angustias e paixões

E... medos
E felinos medos que me aprisionam

Prisão de ventre e de alma
Rir-se-ão de mim?
Que riam
Que morram de tanto rir
Pois um dia irão todos descobrir
O motivo de minha missão

Sou o canto do pássaro de luz
Sou raiz de mais profundo fruto
Sou eu quem canto na madrugada
Rasga-mortalha de malfazejos sonos


Sou eu quem grito
Sou eu quem ritualizo
Meu córrego de contradições
Não cabe em prisões
De mente
Não mente
Por si só vive
E... revive

Sou eu mesmo
Lábios a tocar
Beijos...
Formicações...
Fratrias...
Pátrias...
Nada de tão celeste
E... terreno
E... espiritual

Sou ser
Do meu próprio jeito de ser
Das mudanças que ainda não tive

Palavras toscas gritam em meu ouvido
Não faz sentido
Nem eu mesmo o faço
Sou o porvir e o devir
Sozinho aqui a cantarolar
No silencio de minha canção eu grito
Por aqueles que morrem e não entendem
Pelos que entendem e ainda sim morreram
E... morrerão
E... morrerás
E... morrerei

Difícil grito silencioso
Daqueles que acreditam e clamam

Paz?
Guerra?
Democracia?

Vomito na garganta
Azia
Axiomas
Pássaro que canta

Meu coração...

Principio e fim
Alfa e Omega
Liberdade...

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