Não é a Existência do Preconceito em Si Que Me Causa Admiração

sábado, 26 de novembro de 2011.
Esses últimos dias do ano de 2011 tenho conversado muito, lido, estudado sobre os temas do preconceito, da intolerância, estereótipos, etc... Agora eu posso afirmar com justa convicção que não é a existência do preconceito em si que me causa admiração o que realmente me choca é a adesão que eles (porque geralmente um preconceito não vem sozinho) estam tendo, entram facilmente e como que fazendo uma lavagem cerebral fazem com que as pessoas estejam convictas de que elas são o que não são ou pior ainda que as outras pessoas não são aquilo que elas deveriam ser.
Como todos sabem, eu estudo religiões, em especial tenho me dedicado a uma vertente das religiões que mais sofrem preconceito as religiões de matriz-africana que são atacadas por tudo e por todos, revelando não apenas o viés do preconceito de “raça” pela própria origem da religião, como outros aspectos como; social, econômico, político e no geral uma leitura equivocada dos cultos e crenças desta religião.
O que considero em suma o pior de tudo, e eis que foi até uma das intervenções que fiz hoje na palestra que demos na UEPA, é que a intolerância em si cria uma barreira que impossibilita a atuação da própria razão fazendo com que as pessoas ajam por puro desconhecimento, em outras palavras, a intolerância suscita a ignorância e esta por sua vez faz com que aconteçam essas explosões de ódio que vemos vez por outra nos rádio, na TV, na Internet, na rua, no trabalho, em todos os lugares.
E então o que fazer para conseguirmos alcançar um estagio onde as pessoas consigam se respeitar seja por suas orientação, sua religião, sua opção política, futebolística, etc... etc... etc... Aí não tem jeito o que temos a fazer é tentar conseguir disseminar conhecimento e retirar muitos que ainda permanecem em uma redoma obscura fruto muitas vezes de postulados fundamentalistas que tomam conta do corpo e da alma das pessoas.
Não custa nunca lembrar um dos axiomas de Euclides que diz “Duas coisas iguais a uma terceira, são iguais entre si” isso é o suficiente para entendermos que todos somos irmãos e seres humanos (semelhantes) e assim sendo a única coisa que nos diferencias são nossas atitudes, uma das coisas que não entra na minha cabeça é como as pessoas tomam um assassino o assassinando, ou seja, tomando o lugar deste, como se fazer ou querer ser diferente do que considera “ruim” sendo igual ou pior? Nunca é tarde para tentar por em pratica a tão famosa alteridade, respeito é bom e todo mundo gosta!

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