O DESCONFORTO DE UMA OPOSIÇÃO

terça-feira, 22 de novembro de 2011.
  Não há adminstração tão impecável, que não tenha seus defeitos.
 Em toda a história deste município, poucos foram os gestores que não sentiram o aguilhão do opositor na Câmara, quando tivemos:abertura de inquéritos, embates fervorosos, renúncias,desespero e até óbito, em função de pressões políticas.

Nessas mais de 7 décadas de emancipação municipal, os administradores até os anos 70, tinham um adversário comum, sendo um deputado estadual, que sempre perseguia quem lhe fizesse oposição.

Entre 1950 e 1953, Joaquim Silva quase renuncia,em virtude de forte pressão do PTB, que era aqui liderado por José Tavares Pinheiro, o Dezinho.Seguiram-se Francisco Nascimento,Felipe de Paula (este teve sua doença agravada e veio a falecer em função de perseguições em seu próprio partido), Nestor Ferreira,Paulo Bentes (este renunciou),Alderico Miranda e Edilson Abreu, todos experimentaram o descaso e a desconsideração do referido deputado e tiveram suas administrações visivelmente prejudicadas.

Entre os poucos que não passaram por vexames diante de opositores foram: Raimundo Negrão, que além de ser correligionário do parlamentar,conseguiu 9 vereadores "amigos" que não lhe importunaram nos dois anos que ocupou a Prefeitura, como um longo "veraneio".Antônio Simão que também arranjou 8 "colegas" entre os 13 vereadores que inclusive lhe livraram de dois inquéritos administrativos e por fim ,Marió Kato que talvez pelo "perfeccionismo", dorme e acorda tranquilo, pois tem tido o endosso e a total consideração dos 10 atuais representantes do povo.

E assim passaram-se estes 77 anos, cujo resultado aí está à vista de todos: um município com inúmeras carências, sem um modelo político-administrativo definido e com um crescimento abaixo do desejável, o que naturalmente dispensa maiores comentários.

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