Os Livros São Um Perigo!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011.

Não queria e não vou escrever sobre a greve dos professores da rede estadual, prefiro esperar o fim desta para poder tecer algum comentário, mas resolvi de certa forma tocar no assunto por que um dos argumentos/descritos aos espectadores da greve e da reação com que o Pinochet, opa... Quer dizer o governador tem adotado diz respeito a uma velha e conhecida atitude dos governantes deste País e em particular deste estado para com a população “Os Governantes Não Querem dar Educação Ao Povo, Pois assim O Povo permanece Ignorante e é Mais Fácil de Manipular” e é sobre este pensamento que gostaria de refletir, vamos nessa? Pois bem... Este pensamento parece que é um advento da modernidade (há os que preferem pós-modernidade), mas não é não, basta ir olhar na história para ver que a historia dos homens com os livros e com o possível perigo que este traria é antigo, quer ver?
Vou pegar apenas alguns exemplos para ilustrar. Entre 88 a 391 Dc. por Cristãos e em 645 Dc. por ordem de Califa Omar (conquistador Mulçumano) que ordenou por fogo em exemplares que estivessem em desacordo com o Alcorão. Os cristãos que cresciam e cresciam sob os domínios do império Romano colocaram fogo e destruíram a Biblioteca de Alexandria com uma quantidade enorme de papiros e de conhecimento organizado e catalogado ao longo de anos, todo este conhecimento foi visto como prejudicial a “fé” e “desrespeitoso” para com os ensinamentos de Cristo (OBS: é claro que a história do incêndio da Biblioteca de Alexandria não se resume apenas a isso, mas a intenção aqui é apenas dar um exemplo). Em 1534 é publicada a tradução que Martinho Lutero fazia sobre a primeira cópia da bíblia cristã em língua alemã o que deu oportunidade para que esta fosse traduzida para outras línguas oportunizando muitos que não tinham acesso ou conhecimento do Latim e do Grego a leitura e diversas interpretações do texto foram surgindo o que não agradava o poder central em Roma que não validava as traduções. Em dezembro de 1847 Karl Max ao lado de Friedrich Engels escreveu o Manifesto do Partido Comunista que anos depois com o advento da guerra fria e das ditaduras, por exemplo, no próprio Brasil o “livrinho Vermelho” não só foi proibido como quem era pego com um exemplar era de imediato visto como “subversivo” e “perigoso” e poderia acabar sendo torturado nos porões do DOI-Codi ou até morto. Eu poderia dar mais um bocado de exemplos, mas vou ficar apenas com estes que já me são uteis para fazer a seguinte reflexão não são apenas os governantes de hoje que estam interessados em legar uma educação de baixa qualidade para assim poder ludibriar “os ignorantes”, o conhecimento em si em diversos momentos da história foi visto como perigoso por quem detinha o poder porque mostrava que uma outra possibilidade era possível, e é possível.
Para o poder central, sim, os livros são um perigo, pois se um dia todas as pessoas começarem a ver que há uma possibilidade de se fazer tudo diferente e que esta diferença representa um caminho para a mudança e a construção de um mundo melhor estes não terão mais espaço.
Sim os livros são um perigo e graças a Deus por isso!

1 Comentário:

Prof. Adinalzir disse...

Realmente os livros são um perigo! Para que haver gente culta e esclarecida neste país ou em qualquer outro lugar? Agradeço pela visita ao Saiba História e muito obrigado por me seguir! Abraços! :-)

 
Blog do Tiago Sousa © Copyright 2010 | Design By Gothic Darkness |