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terça-feira, 15 de novembro de 2011.
MARKETING DA ARROGÂNCIA (OU DA GROSSERIA)
O programa do SIM, nesta sexta-feira, foi uma agressão aos paraenses. Quem gostaria de ouvir do parente, amigo ou vizinho do inquilino principalmente) que a sua casa é pobre, de privada ruim, que falta segurança, o irmão é bandido, sem água potável etc. etc. etc.? Foi isso que Duda Mendonça, com o seu “Marketing de Grosseria” fez no programa do SIM. Disse que os Estado de Carajás e Tapajós devem ser criados porque o Pará é pobre, tem a pior educação do país, é o mais violento, sem saneamento. Enfim, um Estado miserável por ser grande (aliás, retratro do Brasil pobre). Eu estava tentando entender as razões da criação dos dois Estados a partir de variáveis econômicas, justificativas sociais e políticas, mas depois de assistir ao programa, concluí que não dá para deixar de dizer NÃO E NÃO, pois a mensagem revelou um discurso apenas divisionista e, como tal, rasteiro politicamente. O discurso do SIM é insensato do ponto de vista do marketing e humanamente injusto. É do tipo "cuspiu no prato que comeu". O Pará é, sim, um Estado pobre, que sempre sofreu os efeitos da forte migração, mas nunca deixou de abraçar quem chega, abrigar os que precisam, dar casa e comida para os que vieram para construir (e também para os que agora querem, por exemplo, separar o sudeste); a hospitalidade é uma das nossas qualidades. Mas temos brios, decência, respeito pela nossa própria história; ouvir na sala das nossas casas, sobre as nossas mazelas, é grosseria. Enfim, o primeiro programa do SIM foi uma arrogância total.

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