Santa Izabel A Melhor Cidade Para Se Viver Com Os Piores Políticos Para Governar

quarta-feira, 23 de novembro de 2011.

Gostaria de começar este texto pautando o que cabe de fato a um dos poderes que tem e vem me causando maior embrulho no estomago nos últimos tempos, a câmara de vereadores e os respectivos representantes. Vamos lá? Pois bem... É um dos requisitos fundamentais de um vereador mostrar os problemas de sua comunidade e procurar resolver junto aos órgãos competentes. Também é requisito fundamental da vereança fiscalizar as contas do poder executivo e do próprio poder legislativo municipal.

Aqui cabe, até, salientar que é uma das bases fundamentais da tal democracia que os poderes sejam fortes e interdependentes, sem essas bases os poderes funcionam mal ou não funcionam, talvez esteja aí à origem de nossa câmara ser tal fraca.

O vereador precisa expor as deficiências e necessidades de sua comunidade ou da própria cidade e cobrar providencia junto a prefeitura ou qualquer outro órgão que esteja em falta com o cidadão. A posição de fiscalizar o poder executivo é importante porque é a ele que cabe o papel de denunciar o que for imoral ou ilegal e contra os interesses de toda uma coletividade. O vereador é de fato o fiscal do dinheiro público.

E uma pergunta que tintila na minha cabeça é: - Como pode então uma câmara fiscalizar ou exercer o livre direito de apontar as irregularidades do poder executivo se esta está toda recebendo troca de favores e benefícios do governo?

E a resposta para a pergunta que formulei acima é simples é impossível que o vereador exerça de fato suas funções nestas condições. O vereador que se preze precisa ser independente, atuante e deve ter a coragem para apontar os erros e a humildade para concordar com os acertos.

Um vicio repugnante que recebemos do Brasil da republica velha e de seus coronéis é a “assistência” dada em troca do voto, o vereador atua mais como um “assistente social” para conseguir se eleger e reeleger do que cumpre com suas funções e por falta de um projeto político que viabilize o desenvolvimento há muitas pessoas em condição de pobreza e outras que estam a tanto tempo neste ciclo que acabam fortalecendo e tornando este ciclo vicioso, algo difícil de romper.

Este ciclo é difícil, pois temos que o vereador fica dependente do prefeito e o cidadão refém das ações do poder público e não obstante ainda temos uma barreira cultural da falta de educação política que não só aflige a população em si como os seus próprios governantes, ou, em outras palavras tem muito vereador que não sabe o que faz.

As soluções que teríamos é que o povo participasse ativamente dos processos políticos indo à casa maior (câmara) para fiscalizar e cobrar do vereador que votou, mas neste ponto temos a dificuldade exposta acima e em especial na urbe temos ainda o critério de seções apenas nas quartas feiras de cada semana, no geral as reuniões por lá começam as 09h00minh e terminam ao meio dia.

O que necessitamos de fato é de vereadores atuantes, dispostos a quebrar, romper, mutilar este ciclo vicioso de costumes que legam ao vereador e ao eleitor ser dependente. O representante da augusta casa* deve se utilizar de suas prerrogativas de fiscal para denunciar as possíveis falhas nas contas da prefeitura, temos muitos recursos que vão para direto nas mãos do prefeito e ninguém fiscaliza.  
Temos 10 vereadores e todos repito todos estam a serviço do prefeito, as reuniões naquela casa acontecem apenas as quartas e duram em media três horas e um vereador recebe quase seis mil reais, isso precisa mudar! Já! Vereador e povo conscientes contribuem efetivamente para o desenvolvimento humano da sua urbe.

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