Broa

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011.
Uma das boas recordações que tenho de minha infância é que toda vez que o senhor que vendia guloseimas e passava apitando com a sua buzina eu de pronto “enchia o saco” o finado meu pai para que comprasse um saquinho de broa. Sinceramente eu não sei por que eu gostava tanto assim de broa, quando meu pai não comprava, eu fazia uma guerra, a confusão era tanta aprontada por mim que ele quando ouvia nem esperava eu vir pedir já ia lá e comprava.
Lembrei disto tudo porque toda vez que venho da Universidade passo na frente de uma banquinha que vende o tal pacotinho de broa e quase sempre me dava vontade de compra para tentar descobrir porque eu gostava tanto disso e não é que hoje eu comprei o negocio.
O sabor me pareceu normal, mas gostoso, diria, um pouco enjoativo não agüentei comer mais de quatro e já não queria mais. Acho que como o paladar vai alterando à medida que vamos crescendo o meu deve ter mudado também, hoje já não faria guerra nenhuma por este pacotinho de broa, no entanto, a recordação dos momentos que ele me trouxe foi o que valeu a pena mesmo. Talvez eu até volte a comprar outros só para ficar recordando.
O paladar pode ter até se modificado, mas a memória continua sendo a mesma e com certeza ela sim é que não mudará. Valeu à pena a broa.

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