O Tiro, A Culatra e o Erro do Governador

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011.
Todos sabem que quando da imparcialidade do governador eu fui um dos que o critiquei e tornaria a criticá-lo se o plebiscito fosse anunciado hoje. O pequeno problema é que não foi anunciado agora, o anuncio da realização do plebiscito para decidir se o Pará vai virar o Pará e mais dois estados já está rolando a bastante tempo e estamos as vésperas da realização das eleições e então o que faria o governador, que ficou calado todo este tempo, se pronunciar agora em favor de um dos lados? Pergunta simples, resposta mais simples ainda, de inicio a campanha começou fria, fria mesmo, depois os ânimos se exaltaram um pouco, depois mais e mais até chegar em um momento de dissonância das bases do próprio governo e até então pesquisa de intenção de voto vai pesquisa de intenção de voto vem e os quase dois meses não dariam uma certa “firmeza” de que o povo está propenso a votar SIM ou NÃO e aí agora aos menos de um mês da realização do plebiscito o governador em uma tentativa clara e objetiva de adquirir dividendos políticos da Não separação do estado se pronuncia contra a divisão, só que ele pensava estar liquidando o “infortúnio” de ser taxado de não defensor dos interesses do estado do Pará e ainda de quebra sairia com a moral em cima com os da base de apoio que estam a frente das campanhas contrarias a divisão.
Com o que não contava o governador é que a culatra faria o tiro desviar, ou seja, o tal tiro saiu pela culatra e o governador (que ao meu ver já havia se atrapalhado ao ficar calado) se atrapalhou ainda mais, pois aumentou o “racha” na sua base e de quebra saiu muito mal do episodio com a própria sociedade Paraense, o jogo do “João sem braço” desta vez não colou, pois ficou gritante a tentativa de se limpar e tentar marcar um gol no final do jogo aos 45min do segundo tempo.
O governador errou por se calar e depois conseguiu errar de novo por ter se posicionado e aberto o “bico”.
O plebiscito contribui desta forma para quebrar a base de apoio de Jatene em duas bandas e depois de rachada a base ele ainda vai contar com os ingurios de uma sociedade pós plebiscito que o verá como traidor por apoiar um lado e de “covarde” por não defender como deveria o outro lado.
Independente do resultado o melhor para Jatene nesta reta final de plebiscito seria ficar calado.

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