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Protagonistas

segunda-feira, 31 de outubro de 2011.
Estava cá eu a conversar com meus botões e lembrei de algo que foi muito importante, se não o principal motivo, para que eu conseguisse tocar este blog. A algum tempo atrás juntamos uma galera de juventude comprometida com o município e preocupada com o futuro nascia a JRD em Santa Izabel, sempre gigante nos encontros estaduais a turma de Santa fazia dos debates algo serio e foi assim que em um dos momentos de formação fiz o curso de Protagonismo Juvenil da Universidade Popular e o Laderson e o Alex fariam parte da turma daquele ano, diga-se de passagem foi uma experiência impar para minha formação militante, que não chegaria a concluir o curso, mas ainda sim participamos ativamente de quase todo ele. Fizemos junto muitas coisas importantes como a pactuação nas eleições de defesa por parte dos candidatos de uma pauta exclusiva de juventude, algo que até o momento nenhum candidato estava levando o único que não conseguimos empolgar foi o atual prefeito que se quer nos ouviu.
Fora que a participação no Partido direcionou para um rumo que historicamente fará consolidar um projeto político-social para a disputa das eleições daquele ano de das próximas. Infelizmente a galera teve que se dispersar, a maioria por não conseguir arrumar empregar aqui na cidade teve que procurar em outras cidades ou até em outros estados casos da minha meia irmã Leda com que já estou tentando entrar em contato a mais de dois meses (se alguém souber dela ou se você ler a postagem me liga) e da nossa amiga Elaine que foram para Santa Catarina, uma turma foi para o Marajó e outros pegaram no batente pra valer, caso do B2, do Landerson, do João Paulo, Joãozinho e outros tantos.
 De uma coisa não tenho duvida fizemos história e ainda estamos fazendo, pois iniciativa que tomamos naquele momento ainda irão repercutir por muito tempo. Tenho saudades dessa turma, pena que o tempo passa e as coisas mudam...
Em nome dos bons tempos:

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Porque gosto tanto de jogar? Estudo revela

Você fica horas e horas jogando na frente do PC/Video Game e não sabe porque? As vezes pensa que e pura preguiça? Você pode estar enganado. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Essex, localizada no Reino Unido, parece ter descoberto tal causa.
Os games são “a plataforma ideal para assumir diversas características que gostariam de vivenciar na sua própria vida”. Dessa maneira, o jogador busca ter varias experiências sob várias perspectivas que complementem suas vontades reais em mundos virtuais.
“Um jogo pode ser mais divertido quando você tem a chance de agir como um tipo ideal para a sua personalidade ou vontade pessoal”, citou Andy Przybylski, um dos desenvolvedores do estudo. “A atração por jogar e o que faz essa ação tão divertida é que ela dá às pessoas a oportunidade de pensar sobre um papel que eles idealmente gostariam de assumir nas suas vidas. E quando isso acontece, elas abraçam com todo vigor”, finalizou o especialista.
O estudo foi realizado a partir de pesquisas realizadas em laboratório com centenas de jogadores britânicos, divididos entre casuais e entusiastas. Todos os entrevistados alegaram que se sentiam melhores quando tinham a chance de vivenciar novas identidades, seja com personagens de diferentes gêneros, tipos de conduta ou realidades.
Fonte: site Cs
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Quanta asneira!

Quando se pensa que já viu tudo em matéria de idiotice, empulhação, sabujice e reacionarismo, eis que O Liberal de ontem/hoje traz uma "pérola" de artigo(?), assinado por um parvo escrevinhador, de nome Linomar Bahia, exaltando o famigerado SNI e seu pseudo combate à corrupção e ao comunismo, como todos sabem, os motivos alegados pelo CIA e pelos milicos para interromper à força a ordem constitucional do Brasil.
Claro que o salafrário escrevinhador citado sabe muito bem o que veio depois: corrupção, endividamento do país e enriquecimento de uma casta de vassalos daquele infame regime, assassinatos, perseguições, fechamento de universidades, exílio imposto a grandes brasileiros como Florestan Fernandes, Josué de castro, Celso Furtado enquanto esbirros doutrinados deitavam falação assimilada às pressas do receituário da guerra fria, aplicado internamente contra brasileiros a pretexto da imposição de uma malsinada "pureza ideológica".
Curioso esse tipo de manifestação pipocar aqui e ali, como temos presenciado ultimamente. À medida que o país avança em suas conquistas sociais, fazendo ir às alturas a popularidade do governo nos últimos oito anos, também aumenta o ódio da direita que, através de seu braço mais barulhento, as corporações mafiomidiáticas, faz retornar o discurso moralista que imolou Getúlio, depôs Jango e impos ao país um dos governos mais corruptos e autoritários de nossa história. Parece que a saudade que esses patifes sentem dos tempos do "ame-o ou deixe-o" não cabe mais em seus peitos.
É preciso que o povo brasileiro reaja e demonstre a força que tem, assim como fez em 2005, quando José Agripino Maia, um jagunço com verniz dândi, acenou com a possibilidade de pedir o impeachment de Lula. Basta de assistir a invenção de fantasias sombrias, no intuito de atingir objetivos torpes e lesivos à nação. Não há ninguém herdeiro de direito divino , muito menos acima da lei. Enquadre-se à normalidade quem vive não aceita o jogo democrático e não respeita a vontade popular. Miremo-nos no exemplo de Cristina Kirchner.
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Quando os bons princípios do Ocidente não se aplicam ao Oriente

Enio Squeff*

Talvez não seja apenas uma curiosidade que as relações entre o poder e os artistas só se fizeram manifestadamente livres, no âmbito da cidadania, após as revoluções francesas e americanas. Leonardo da Vinci nunca se arriscou a contestar qualquer ato de um de seus patrões - o Duque César Bórgia, filho do Papa e um dos maiores facínoras da Renascença. Concluir que muito dificilmente manteria seu pescoço, se o fizesse, responde diretamente à questão. Miguel Ângelo sempre tratou de se manter às boas com o Papa Júlio II, mas Beethoven chegou a xingar alguns nobres. Explica-se em parte: o pintor da Sistina era respeitadíssimo e se sabe de alguns de seus enfrentamentos com o Papa - mas recuou a bom tempo. De um pontífice que não hesitava em trocar a batina branca, de Pai da Cristandade, pela armadura pesada de comandante-em-chefe do Vaticano, a tolerância limitava-se a alguns desaforos a mais: por qualquer bobagem, era o bastante que prendesse e até matasse. Já Beethoven contava com mais que o beneplácito de seus patrões. Na Áustria, que lutou contra Napoleão, auto-intitulado defensor da Revolução Francesa, a idéia de cidadania não tinha, realmente, muita validade - mas era suficiente para que os nobres relevassem os péssimos humores de um gênio como Beethoven.
Villa-Lobos nunca expressou explicitamente qualquer crítica a Getúlio Vargas que, de resto, durante certo tempo, teve poderes ditatoriais. Perder, porém, seu emprego como diretor do Instituto que o premiava por sua arte, poderia acarretar-lhes dissabores que quase nunca entram nas contas de seus críticos. A pobreza ou mesmo a miséria, talvez não fossem as conseqüência mais deletérias ao compositor, já que não havia nenhum instituição particular brasileira,que pudesse encomendar partituras que o permitissem viver de direitos autorais. São situações que talvez espantem, mas que só assumem sua real dimensão num mundo como o nosso. Pelo menos, em teoria, qualquer artista nascido no Brasil, é, antes de tudo, um cidadão: pode ter a sua opinião. Independentemente do poder, exigem-se-lhe respeito público, direitos que lhe são peculiares e justiça - essas coisas.
No fundo, porém, tudo isso só tem a ver com estatuto de cidadão. Talvez, por isso também, só conheçamos as biografias, em detalhes, dos artistas cidadãos, ou seja, a partir da sua condição de indivíduos que nasceram em sociedades que chegaram à revolução liberal, antes que outros tantos, algures. Quase ninguém sabe muito do padre José Maurício Nunes Garcia(1767-1830) - que foi um dos maiores compositores brasileiros em todos os tempos. José Maurício viveu a maior parte da sua vida no Brasil Colônia. E serviu como mestre-capela, tanto de Dom João VI, quanto de Dom Pedro I.
Ainda que respeitado como sacerdote que era, não tinha "status" de cidadão acima de qualquer suspeita. O fato eximia-o, inclusive, de certas obrigações que se acoplam aos direitos como condição da cidadania. Como seu colega português, Marcos Portugal, que serviu aos invasores franceses que ocuparam a Península Ibérica durante as guerras napoleônicas, suas obrigações cingiam-se aos empregos e empregadores eventuais. Exemplo da desimportância dos dois músicos se dá exatamente na história portuguesa do princípio do século XIX. Ninguém cobrou a Marcos Portugal ter servido aos inimigos de seu país que ocuparam a Península Ibérica na ausência do rei. O compositor luso era pouco mais que um empregado da Corte. Por sua condição, porém, ninguém o invectivou que fosse fiel a sua pátria, como se requereria de um fidalgo (que etimologicamente quer dizer "filho de algo", "de alguém"). Por terem origens modestas (José Maurício era inclusive filho de uma escrava com um português) aos artistas não se lhes pediam atitudes políticas ou uma arte de cunho político ou contestatório.
Mozart escreveu algumas obras que desafiavam o poder da época. Mas as óperas "Dom Giovanni", ou "As Bodas de Fígaro" embora criticassem a aristocracia, só adquiriram as suas dimensões, digamos, "revolucionárias", quando o artista tinha morrido há muito, a historia já era bem outra; e a aristocracia cedera lugar à burguesia no comando das sociedades: tudo nos anos seguintes à Revolução Francesa de 1789. Mozart mesmo, nunca reclamou, nos tribunais, ter levado um ponta-pé no traseiro quando se desligou da Corte de Salzburgo. Tinha feito o impensável para um empregado do Bispo que comandava Salzburgo: desligou-se de sua condição de servidor da Corte, a despeito da vontade do seu "senhor".
São fatos reveladores que antecederam a emergência do artista engajado. Este, porém, quando nasceu, durante a Revolução Francesa principalmente, teve não só de se haver com a sua condição de cidadão, mas, mais que tudo, com a sua prerrogativa de artista só que "a serviço da sociedade". Daí em diante, aliás, o processo seria levado a tal ponto, que muitos artistas não puderam fugir ao engajamento. Jacques-Louis David, pintor e, numa certa medida, ideólogo da Revolução Francesa, aceitou a tal ponto o processo, que logo exigiria de seus iguais a defesa direta ou indireta da Queda da Bastilha.
Qual a diferença disso e da propaganda?
Nas intenções, nenhuma. O próprio Jacques-Louis David, entretanto, nunca estreitou suas pinturas à Revolução Francesa ou a Napoleão Bonaparte. Embora fosse o pintor oficial de Napoleão, carregou nas tintas pelo que julgava o ideal da Revolução: a volta ao equilíbrio e ao respeito cidadão pelo mundo greco-romano, um equívoco se comparado à realidade tanto do movimento de 1789, quanto ao passado que ele idealizou. Mesmo assim, foi um dos primeiros artistas a pedir a punição de seus iguais que não louvassem à "verdade das novas leis" transformadas quase em dogma, pela Revolução Francesa. E fez história. Mesmo Beethoven preocupou-se com a Revolução e enquanto muitos se dedicavam diretamente a difundir as causas populares (tomadas como expressões históricas), outros muitos tratavam de defender que os artistas que não se engajassem nos projetos das superações históricas, jazeriam numa espécie de limbo existencial, também chamado de "Torre de Marfim". A expressão é antiga, mas quem a cunhou no século XIX, foi o crítico literário Charles Augustin-Sainte Beuve. Para ele, Alfred de Vigny seria um poeta típico da "Torre"; já o romancista e também poeta, Victor Hugo, seria o oposto: um intelectual plenamente "engagé ("engajado", "a serviço de", em francês).
Na verdade, daí em diante, as discussões não teriam fim e o mundo intelectual e artístico se dividiria até hoje. Sem que se soubesse ao certo até quando um escritor como Guimarães Rosa não seria um artista engajado - por não contar necessariamente sobre a miséria do "Grande Sertão/ Veredas" ao contrário de um Graciliano Ramos que com "Vidas Secas" se demoraria sobre a miséria do povo sertanejo - houve uma espécie de divisor de águas, não só no Brasil. Já que o artista é cidadão, como não cobrar dele, artista, que não se empenhe em mostrar as mazelas da sua condição e da sua gente?
"Primado da cidadania", talvez esse seja no mote. Mas que não se sabe o quanto vale até hoje para a totalidade dos homens - todos eles - já que as duas revoluções, tanto a Francesa quanto a Americana, consagraram o princípio de "que todos os homens são iguais perante a lei".
Aguardam-se, então, os artistas líbios - quem sabe - que contem sobre a luta democrática de seu povo - seja sob a forma de poesia, romance ou pintura. Esperam-se, aliás, que contem do início de uma época democrática, pós-Kadafi Mas se conjetura, igualmente, que um artista - mais apropriadamente - um escritor ocidental, principalmente, venha a digredir sobre o cadáver do próprio Muamar Kadafi. Ele morreu execrado por meio mundo - mas é mais um morto que se soma a outros tantos, devidamente justificados em seu assassínio por não pertencerem ao consenso ocidental.

Eduard Said, professor universitário norte-americano, um dos grandes pensadores falecidos recentemente, escreveu há anos um ensaio, onde defendia uma tese contrária a todo um pensamento que exalta a "Torre de Marfim", como a couraça mais conveniente a qualquer intelectual. Em seu alentado estudo intitulado, precisa e inconvenientemente (para os novos tempos) "Cultura e Imperialismo", ele resgata a visão unívoca de um Ocidente mal acostumado a não olhar para o diferente. E de exigir do Oriente que seja democrático nos termos ocidentais, inclusive, não só sob a ameaça, mas com o efetivo emprego de bombas, muitas bombas. Elas mataram inocentes, em bombardeios impiedosos sobre numerosas cidades líbias - talvez muito mais do que fez Kadafi em mais de quarenta anos de poder discricionário. Ou seja, o preço de um só cadáver pode ser muito mais cadáveres. Como sugestão de arte, em suma, aos artistas, cidadãos engajados, talvez valham as imagens em prosa e verso, com a sra. Hillary Clinton, desmanchada em seu belo sorriso louro, a exaltar mais um morto, este de Muamar Kadafi.

Descrever de alguma forma, como paradoxo, o sorriso como o equivalente a muitas loas aos matadores - todas devidamente confrontadas com os corpos ensangüentados dos inimigos eleitos recentemente que tais pelo mundo cristão e ocidental - será certamente uma contestação, mais uma. Mas não foi a isso que nos acostumaram os direitos de cidadania tanto da Revolução Francesa, quanto da Revolução norte-americana?
Eduard Said, em seu "Cultura e Imperialismo", resgata a visão unívoca de um Ocidente mal acostumado a não olhar para o diferente. As bombas do Ocidente mataram inocentes, em bombardeios impiedosos sobre numerosas cidades líbias - talvez muito mais do que fez Kadafi em mais de quarenta anos de poder discricionário.
Fonte: Da Carta Maior
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O Bruno Ia Gostar de Morar Nesta Travessa


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Frases e Provérbios

“De toda a minha literatura, você é a minha melhor página.”
Martha Medeiros
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