Até Quando Diremos Adeus?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012.
Estou me concentrando ao máximo para não me tornar repetitivo, mas infelizmente os eventos nesta cidade parecem estar em cadeia (não é da policia, se fosse não ia caber de tanto meliante) e este dia 10 não começou bem para mim, é que as 01h30minh estávamos os três mosqueteiros e o Rei no aeroporto para nos despedirmos de mais um cidadão Izabelense que precisou sair da cidade em busca de oportunidade.
Tá aí uma palavra que a mais ou menos quatro décadas tem faltado no dicionário de nossos gestores, OPORTUNIDADE, aqui parece que só quem tem oportunidade quem é membro do clã, ou no caso em questão da família, que ganhou as eleições, não a toa que grande parte do secretariado e de muitos outros espaços de governo tem um ou dois sobrenomes, mas agora como um dos sobrenomes se rebelou parece que estam sendo pulverizados.
Enfim... Voltemos à questão. Em 2008 fizemos um grande grupo de jovens que se reuniram por preocupação com o futuro desta cidade e com o passar do tempo nós não mais conseguíamos nos equilibrar, pois faltava aqui e ainda falta oportunidade para emprego digno, conseguir entrar e se manter na universidade, espaço para desporto, lazer ou qualquer evento cultural então nem se fale e tantas outras coisas que não caberiam nesta postagem.
No ano de 2009 demos adeus ao nosso companheiro Frajola que foi em busca de novos ares em Sampa e por lá parece ter se arranjado bem. Em 2010 demos adeus a Elaine e a Leda que foram procurar um lugar ao sol lá para as bandas de Santa Catarina. Fora os membros da trupe que foram parar em Minas, Rio de Janeiro e outras localidades dentro deste estado, sempre com o mesmo intuito e sempre conseguindo o que procurava. Algo sem explicação é que em um país em ampla expansão econômica, com aumento de vagas de emprego de carteira assina, com o setor de construções que parece que não vai desaquecer tão cedo, aqui permanecemos esperando o futuro, mas que futuro? Até o estado que em 2010 não teve assim oh que desempenho! Mas cresceu alguma coisa e aqui paramos no tempo.
Meu irmão foi a caminho de Sampa na busca de uma vida digna que muitos e muitos jovens desta cidade não conseguem encontrar aqui e quem deveria estar tentando mudar esta história que deveriam ser eles, mas eles estam se indo e agora? Não é apenas a falência do presente que me preocupa e sim a falta de perspectiva de futuro é o que me aterroriza, como mudar se os agentes propulsores desta mudança, todo dia vão aos montes em busca da “felicidade” em outro lugar.
Gostar-me-ia de contar outra história e ao invés de dizer um adeus eu estivesse dizendo seja bem vindo, está é sua casa e aqui nós teremos todas as oportunidades que pretendemos, mas este dia tarda em chegar.
Continuo na persistência, sou um sonhador e sonharei sempre com este dia de nunca mais dizer adeus.

1 Comentário:

Melo disse...

Precisamos de mais oportunidade em todas as áreas. Bjs

 
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