Blogueiro acusa seguranças do restaurante Parrilla de violência e racismo. PM teria lavado as mãos no episódio. Viatura policial estava parada em frente a estabelecimento particular.

domingo, 8 de janeiro de 2012.

O caso corre as redes sociais: o blogueiro e integrante da juventude dos Democratas, Gilton Paiva, afirma  ter sido vítima de agressão e crime de racismo, ontem (05/01), no restaurante Parrilla, em Belém.

Teria levado uma “gravata”, ouvido um “fica calado senão eu te apago” e, depois de ser jogado na rua, ainda teria escutado de um segurança: “fica na tua, pretinho”. Tudo, segundo ele, por tentar ajudar a namorada, que estava passando mal, às proximidades do banheiro feminino daquele restaurante.
 
Gilton diz que registrou BO  na delegacia do Comércio. 

Mas que, antes disso, um PM a quem pediu ajuda nada fez.

Detalhe: o PM estaria junto de uma viatura parada em frente ao estabelecimento. Daí a pergunta do blog: estava parada por acaso, ou “prestava serviço” ao restaurante? 
 
Abaixo o relato do Gilton:
 
“Na madrugada desta quinta-feira (05/01/2012), durante a festa "Quarta Texana" no "Parrilla Country", fui averiguar a demora da minha namorada que tinha ido ao banheiro, a mesma não passava bem e estava sentada junto a porta do banheiro; ao abordá-la, imediatamente os seguranças apareceram me estrangularam e me conduziram agressivamente para fora, passando em frente ao palco, onde avistei um amigo e acenei, pedindo ajuda... durante o estrangulamento, pedi para que parassem a agressão, pois não conseguia respirar e nem estava entendendo o porquê da agressão, só conseguia ouvir a voz da minha namorada pedindo para não fazerem aqui comigo e a "ordem" do segurança "Fica calado senão eu te 'apago' ... "; ao chegar na porta, fui literalmente "jogado" para fora, tentei falar com o segurança e fui empurrado novamente recebendo um alerta "fica na tua, pretinho".

Solicitei falar com o gerente do estabelecimento, que estava junto a porta observando tudo, e alegou "você não vai entrar por que estava causando tumulto", pedi que chamassem alguém, como testemunhas, inclusive a senhora que trabalha no banheiro do estabelecimento, para comprovar que eu não havia cometido nada de errado, e recusaram ... solicitei ajuda ao SD Roberto, que encontrava-se junto à viatura da PM que estava em frente ao estabelecimento, o qual alegou "se quiser reclamar, vai na delegacia", alertei a ele que havia sofrido crime de racismo, e o mesmo "deu com os ombros" e repetiu a frase anterior. Solicitei que o mesmo me conduzisse até a delegacia para prestar queixa e o mesmo se recusou falando "se tu prestasse a tua namorada estaria aqui fora pra te socorrer". Alguns amigos, após pagarem a conta, foram me socorrer e me levaram até a delegacia do comércio, onde registrei B.O. sobre a agressão e discriminação.

Após o registro do B.O., quando minha namorada já estava mais tranquila, ela relatou que, ao tentar me socorrer, pedindo que os seguranças não me agredissem, também foi ameaçada de agressão se não calasse a boca!
 
Depois do ocorrido, alguns amigos também relataram que quando me conduziam, os seguranças também falavam "cala a boca, pretinho, senão te apago" (http://on.fb.me/yfMyjx)
 
Sentimo-nos indignados, desamparados, desprotegidos, humilhados, abalados moralmente com tamanha agressão, covardia e preconceito!

Cordialmente.

Gilton Paiva.•.

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