Eu Respeito e Admiro Os Místicos

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012.
 
Uma das coisas que me fizeram ir de encontro ao curso de Ciências da Religião foi o a possibilidade de entender os mecanismos de poder que sugam e destroem toda a essência das religiões. Sabe uma das coisas que põe tudo a perder é o poder, mexeu com poder fedeu, por isso eu costumo dizer que o poder é uma “desgraça”.
 
Mas nem tudo são augúrios e conheci este ano muito dos estudos de mestres ocultistas e os chamados místicos, os quais passei a admirar por muitos motivos, mas os principais são estes: 1º - os místicos não estam atrelados inseparavelmente da religião dita oficial da qual inclusive ele originou; 2º - eles estam alheios as disputas institucionais de poder; 3º - por mais que haja, e sempre haverá, um condigo de conduta, uma ética que faz com que estes grupos se auto-regulem eles não são instáveis e se necessário não demoram séculos para absorver uma mudança necessária; 4º - a chamada fraternidade e amor ao próximo são muito mais bem executados nestes grupos que na religião oficial; 5º - a ótica da fé e de como ela modifica a vida das pessoas é completamente diferente entre os místicos e os religiosos de instituição, o que me chama a atenção neste sentido é a idéia de religião uma por parte de quase todos eles, na real o que muitos acreditam é que um dia todos seremos e faremos parte de uma única religião, uma fraternidade universal.

Quando entrei no curso como sou cristã e a muito me afastei da igreja ouvi de muitos amigos coisas do tipo “cuidado!” “não vá se afastar dos caminhos do senhor” “ouça o que disse Paulo: Examinai tudo. Retende o bem”, só encontrei um pequeno problema nessas frases de efeito que me foram repetidas aos montes é que justo se você analisar essas atitudes sempre deságuam em uma fonte a cumplicidade para com a instituição e o favorecimento dos ladrões da fé, os pulhas que se escondem atrás de batinas, de paletós e gravatas, de túnicas e tantos outros adereços que só servem para esconder a face da hipocrisia e da falsidade.

Enfim... Descobri aos poucos que os melhores de coração estam na mística, nas chamadas ciências ocultas e tantas outras classificações cheias de estereótipos que prefiro nem reproduzir aqui.
Os místicos para mim são os melhores, não porque sabem mais de sua “instituição”, mas porque praticam a religião de verdade.

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