Franssinete Florenzano, o delegado Roberto Teixeira e a irresponsabilidade e despreparo do governador Simão Jatene.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012.
Ao colocar no comando da Polícia Metropolitana um delegado acusado de tortura, o governador Simão Jatene deixa claro que não possui nem compromisso com os direitos humanos, nem preparo para o cargo que exerce.

Na verdade, a decisão de Jatene beira a irresponsabilidade, num estado marcado por impressionantes casos de violência policial, como, por exemplo, o massacre de Eldorado de Carajás.


É claro que só a Justiça – e somente ela - poderá dizer se Roberto Teixeira e os três PMs que figuram como réus nesse processo (leia a reportagem aqui: http://pererecadavizinha.blogspot.com/2012/02/me-deram-bicuda-soco-pontape-tudo-o-que.html )  são inocentes ou culpados.


Mas a acusação que pesa contra o delegado é tão grave, mas tão grave que o simples bom senso recomendaria que, até a decisão da Justiça, ele não exercesse nenhum cargo de comando.


Afinal,  o fato de um delegado com tal acusação no costado ascender a um cargo tão importante, pode muito bem ser recebido como um sinal para o “liberou geral”, entre os seus coleguinhas policiais. 


E quem vai pagar o pato é o seu José lá da periferia, que não tem nem como se defender, pois, se um caso que tem como suposta vítima um advogado criminalista demorou 13 anos para ser levado à Justiça, imaginem o que aconteceria se a vítima fosse um cidadão bem mais humilde. 


Agora, explode mais uma denúncia espantosa, novamente através dos blogs e das redes sociais, as últimas trincheiras contra o silêncio que Jatene, através do dinheiro ou na marra, tenta impor neste estado, para encobrir as suas irresponsabilidades e desmandos.


E a vítima é a combativa jornalista e blogueira Franssinete Florenzano, atacada de forma torpe pelo secretário de Comunicação, Ney Messias.


Tudo porque Franssinete noticiou em seu blog ( http://uruatapera.blogspot.com/) a indignação da cantora Fafá de Belém diante da tentativa de Ney de creditar o sucesso dela ao apoio do Governo do Estado.


Ontem, veio o troco: em seu twitter, Ney “reformatou” o ditado popular “os cães ladram e a caravana passa”, para incluir a expressão “cadelas”.


Franssinete, é claro, sentiu-se ofendida, já que as tuitadas de Ney se referiam a esse episódio.


Não é a primeira vez que Franssinete e as mulheres que se destacam neste  estado são ofendidas de maneira sórdida e inescrupulosa.


A ex-governadora Ana Júlia Carepa sofreu que nem sovaco de aleijado nas mãos dessa matilha misógina (e hidrófoba) que hoje comanda o estado do Pará: Ana não podia nem sair à noite para tomar um uísque, ou ter um namorado, que lá vinham os tucanos a tratá-la, na imprensa e na blogosfera, como se fosse uma prostituta.


Os mesmíssimos tucanos hipócritas que, no entanto, nunca disseram um ai pelo fato de Jatene ter sustentado durante anos uma namorada – que, aliás, tinha a idade da filha dele - com um DAS 5, se não me falha a memória, na Secretaria de Educação.


O baixo nível dos ataques desses tucanos à Ana Júlia Carepa e, agora, à jornalista Franssinete Florenzano, bem demonstra qual à imagem que eles têm acerca de nós, mulheres: se não fazemos parte da parentada, nem nos curvamos diante da corriola deles, somos “cadelas”. 


Nem como mulheres, nem como seres humanos e muito menos como cidadãs são capazes de nos respeitar.


Trata-se, em suma, de um pensamento troglodítico, invejoso e acanalhado, que revela, ao fim e ao cabo, seriíssimos problemas sexuais.


Como já se disse, porém,  Ney Messias não é o único do time de Simão Jatene a agir desse jeito.


Os ataques à Ana Júlia Carepa foram orquestrados por outro homem forte do governador, o publicitário Orly Bezerra, a partir de seu bunker na Perebebuí.


O mesmo Orly que, na campanha eleitoral passada, dizia horrores da combativa Franssinete Florenzano, e que até armou uma ameaça de processo, para tentar intimidá-la, simplesmente porque ela cumpria seu dever de jornalista de noticiar.


O mesmo Orly que, recentemente (como todos devem ainda se lembrar), fez de conta que não conseguia conter um de seus vassalos que investiu contra nós duas no Twitter, a nos ameaçar e agredir – e nos mesmíssimos padrões acanalhados agora usados por Ney Messias.


É esse o time do governador Simão Jatene: um delegado acusado de tortura e um secretário de Comunicação e um marqueteiro que não respeitam nem as mulheres, nem a liberdade de expressão.


E depois, quando explodem os escândalos, o governador ainda faz cara de paisagem, a dizer que não sabe de nada.


Triste Pará.  

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