A Ostentação do Poder e As Eleições do CCSE – UEPA

quarta-feira, 25 de abril de 2012.

Durante estes últimos dias vi e ouvi coisas inacreditáveis, para minha ingrata surpresa, se é que se pode chamar de surpresa, a luta pelo poder em uma instituição como a universidade é bem pior e bem mais perversa do que a política partidarista e olha que daí eu posso tirar alguma conclusão já que se vão mais de dez anos militando. Aberto o período eleitoral vi gente que se escondia mostrar a sua face mais sombria tudo em nome da permanência e desta demente sensação de liberdade dos que congratulam por estar no poder a décadas e tem uma única meta para suas vidas muito “interessantes”, passar se possível a vida toda lá, agarrados no poder, é o que alguns diriam “não largar o osso”.
A ética? Foi pra cucuias! Além dos factóides, vi gente que conhece a história deste centro e dos cursos legando o nome e a carreira de seu adversário ao mais profundo poço de lama. Numa verdadeira dança de chacais o verdadeiro ponto de ebulição da coisa passou a ser a simples disputa pelo poder e o que deveria ser a proposta principal da plataforma que é o bem estar da comunidade acadêmica foi para o ralo, foi para o ralo como deve ir meia dúzia de promessas jogadas a esmo.
Quando faço a leitura das futuras coordenações de curso o cenário é ainda mais devastador. Não consigo entender como uma comissão eleitoral deixa passar esse descalabro de apenas 23% necessário para se eleger uma chapa, ora mais diz nossa constituição e demais veículos legislativos que para se eleger é preciso (necessário) 50% mais 1, mas como aqui tudo é de outro modo, do modo que eles mandam, qualquer numero ta bom.
Infelizmente posso afirmar que até dentro (talvez mais lá do que em outro lugar) da academia pensamentos que levem ao machismo, a homofobia, a mísogenia, ao racismo, facismo e o preconceito contra o idoso tenham ganhado tanta ressonância, como um aporte para o continuísmo tudo parece bom porque não lhes é “estranho”.
Este tipo de pensamento pequeno me estanha e me causa espanto, às vezes horror, terror, pavor e no fim desolação.
Vou hoje as urnas protestar. Primeiro anularei meu voto para coordenador de curso e em seguida votarei na chapa Unidade, Competência e Democracia da Professora Marize Duarte, pois não consigo ver alguém que ache e tenha bradado por aí que os alunos são inúteis e não servem para nada tenha capacidade de estar à frente de um centro como o nosso.
Depois da batalha contam-se os cadáveres, que vença quem puder.

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