Prosperidade

domingo, 6 de maio de 2012.

Vou logo avisando aos navegantes que não sou fã de teologia e nem de estudo comparado ou algo do tipo, pesquiso sobre religiões (no plural) e sou Cientista da Religião e não Teólogo, então, quando faço alguma analise que envolva teologia a única coisa que posso fazer é situá-la no contexto social e daí parte a minha analise.
Estou fazendo as minhas leituras para escrever TCC e não por acaso resolvi colocar no epicentro de minha analise a chamada teologia da prosperidade e sua visão do mal, diabo, coisa ruim, maligno e outras coisas do gênero.
Minha analise de pesquisador nada tem haver com a minha visão particular sobre o tema, afinal um se constitui em meu objeto de pesquisa e outro aporte para o sujeito da fé. Embora muitos duvidem eu creio, alias em uma dessas semanas encontrei com um amigo dos tempos de escola técnica que veio me pentelhando tentando me provar que sou ateu e de tanto ficar explicando já não tenho mais paciência e logo concordei com ele nos termos gerais podem me considerar ateu se assim quiserem, afinal de contas não vou a igreja, não compactuo com este sistema de crenças que está posto, sou completamente antidogmático e não cultuo um Deus que está fora de mim.   
Voltando a tal prosperidade neste cenário da pós-modernidade que ganhou notoriedade uma teologia que começou marginal e está tomando conta dos púlpitos cristãos no mundo todo de evangélicos a católicos e ainda a conversão de antigos pentecostais para o neopentencostalismo diz tudo sobre esta nova sociedade da crença. Mas é, sobretudo, devido à pós-modernidade e este momento de “caos” temporário ou da falta de algo, tido e lido como vazio existencial que joga num abismo sem precedente que implorou o nascimento de novas respostas. A metafísica de antes dando lugar ao materialismo que não dá espaço para uma ligação direta e os intermediários nem sempre são os mais justos, se é que existe algum. A espera para alcançar as riquezas e as glorias de uma vida dedicada à fé não mais se dá em outro plano e sim neste aqui e agora.
Aqui vamos encontrar o que Eduardo Peagle chamou de Religião Fast Food ou Mcdonaldização da fé o que importa ou interessa é a rapidez e a garantia do produto, no caso do retorno do investimento, eu dou meu 30% a igreja porque ela irá intermediar para que eu receba o dobro e assim este esquema “prospera”. Em minha opinião, como filho mais velho do capitalismo a teologia da prosperidade é sem duvidas a maior histeria coletiva que a história humana já pode assistir. E pensar que Max chamou de ópio do povo justamente a Igreja católica Feudal que blindava as peripécias da aristocracia e ajudava para perpetuação de um sistema de misérias, imaginem se ele fosse vivo o que diria de tudo isso?

1 Comentário:

Só tem Riqueza.com - Cursos e Seminários c/ Cheferson e Luciana - Sucesso, Motivação e Realização! disse...

Acredito que riqueza faz parte do homem, afinal vivemos num planeta abundante.

O problema é considerar isso antes de buscar tudo na espiritualidade.

Grande abraço
Cheferson

http://www.aprosperidade.com

 
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