Rebelião ou Revolução

sábado, 19 de maio de 2012.


Primeiro explicando que a postagem faz referencia a publicação REBELDIA publicada pelo Blogueiro Bruno Marques e que eu estava preparando um comentário, mas infelizmente pelo correr do tempo não havia conseguido, hoje, porem, o faço.

Agora sim, prosseguindo na analise. Gostaria primeiro de parabenizar os alunos do Colégio Antonio Lemos e dizer que se fosse a minha época de secundarista e estivesse matriculado no colégio provavelmente estaria no meio deste levante, mas a questão aqui é outra.

Logo estabelecer essa “pequena” diferença que, porém, faz um distanciamento da realidade dos fatos caso não seja corretamente aplicada. Os conceitos aqui utilizados dão conta de objetos diferentes, por exemplo, na palavra rebelião veremos que no geral é utilizada para uma ação de resistência e geralmente que se utiliza de aparelhos de violência para combater agentes de autoridade ou no caso em questão o que se coloca é uma ação “rápida” que tem tempo definido. Já na palavra revolução teremos o que simboliza uma transformação, geralmente de caráter radical ou uma inversão da ordem, se preferirem, e com tempo de duração bem maior. Portanto, considero que a classificação mais adequada seria a de “revolucionários” ao invés de “rebeldes”.

Agora... Um pouco mais longe da polemica em torno do termo, posso dizer que sou simpático a causa dos estudantes, pois quando estava no colégio sempre critiquei e fui contra o uso obrigatório ao invés de didático, do uso irrestrito ao invés do restrito, do uso único ao invés do provável, se formos ver os caracteres implicativos do uso do uniforme escolar veremos porque desde cedo fui contra. De todas as pesquisas cientificas realizadas sobre o assunto alguns pontos a favor dizem respeito à facilidade na identificação do aluno, na diminuição da violência (em termos práticos percentualmente insuficiente para justificar a obrigatoriedade) e a redução na “indisciplina” e na falta de atenção. Aqui temos outra polemica que é a questão da delimitação deste conceito “disciplina” que para além de qualquer coisa é um comportamento “importante” para a sociedade capitalista, pois é ela o fundamento da dita produção seriada e talvez aqui entre também o aspecto educacional, como fundamento da sociedade capitalista a disciplina vai encontrar seu papel na “organização” (ordem) das pessoas dentro de qualquer estrutura básica da sociedade do capital e desta forma que ela se incorpora e entranha na forma de vida social, no imaginário das pessoas que vêem aí o jeito de tudo dar certo (quem é disciplinado é valorizado) e deste modo que como instrumento ideológico que perpassa toda a sociedade para entrar na cultura e sendo assim tudo o que é bom é “disciplinado”.

Aqui basta lembrar as idéias do filosofo Foucault para quem o poder em todas as sociedades, está ligado ao corpo. É sobre ele que se impõem as obrigações, as limitações e as proibições. Daí surge à noção de docilidade, o corpo dócil pode ser submetido, utilizado, transformado, aperfeiçoado em função do poder. Claro que não há como entender isso tudo sem lembrar que para este mesmo pensador o poder não está concentrado nas mãos do governo ou no estado para ele o poder é relacional e está em todos os espaços de relação e se dá através da ação de uns sobre os outros. Portanto, a disciplina serve e tão somente serve para o aperfeiçoamento das relações de poder.

Na parte final das pesquisas, e aí justifica minha birra para com o uso de uniformes, todos confirmam um dado interessante; os uniformes também promovem o conformismo social e contribuem para a negação da livre expressão individual e a criatividade. Por si só isso já bastaria para dizer que acredito muito mais no aspecto valorativo individual para formar pessoas que pensam do que uma multidão de conformados que se submetem ao que lhes é dado como “bom”.

2 Comentários:

Sin Mas disse...

Revolução
http://www.youtube.com/watch?v=GF5x8aX8e1o

Blog do Tiago Sousa disse...

muito obrigado pelo vídeo, sugeri em postagem hoje e gostei mesmo do vídeo parabéns a banda, não conhecia.

 
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