Essas Pessoas

quinta-feira, 7 de junho de 2012.
Sabe aquele sentimento de indignação com dada situação?
Sabe quando você quer mandar alguém tomar no cu?
Sabe quando você pensa que a humanidade é realmente uma droga?
Sabe quando não ter crença parece ser a coisa mais sensata?
                                                                          
Estou vivendo nestes últimos dias momentos parecidos com esses. Eu juro que o humanista, pacifista preso dentro de mim quer ser sobrevivente a este grande naufrágio que passamos, mas a coisa é complicada.
Minha zona de entretenimento tem sido a internet, antigamente eu ouvia rádio, principalmente CBN e os comentários de economia que muito me divertiam, mas para meu desprazer uma enorme quantidade de emissoras de rádio evangélicas e católicas estão interferindo no sinal e perdi minha diversão principal. Não assisto TV e recomendo que você também não assista faz mal a saúde mental de qualquer um e, então, como recurso único uso a internet, para me comunicar com o mundo, para obter noticias, para fazer pesquisas e para conseguir consultar livros, assistir filmes, baixar vídeos, creiam quase tudo é passível de ser encontrado na internet. Mas infelizmente um determinado grupo na internet tem me feito fazer muitas, muitas reflexões.
Produto próprio de abstração é a descoberta e o significado do poder, depois de um longo período racionalista a humanidade tendia a ver o poder como algo fechado e de fácil identificação, logo, existiam dois mundos um que está quem manda e no outro quem obedece, no mundo dos que mandam estão o governo e os grandes conglomerados capitalista e do outro lado os filhos do proletariado, os camponeses, sem posses e sem posto. É sobre este mundo dicotômico que se refere o pensador Frances Foucault em sua obra sobre à micro-física do poder onde demarca que poder funciona como uma rede de relações e age através destas redes, é na relação do homem para com ele e com o mundo que o poder é construído, em outras palavras, todos nós o tempo inteiro estamos disputando espaços de poder, alguns com exercício direto de autoridade e outros com princípios filosóficos humanos, mas ainda sim o poder se constitui em relação, por isso muito me estranha quem aponta o dedo na cara do outro e brada aos quatros ventos “ele está defendendo está postura, pois quer o poder” a pergunta a ser feita é se quem afirma isso também não está disputando espaço de poder, a própria negação é uma afirmação pela disputa.
“Coerência”
Acho incrível que pessoas ainda cobrem de alguém “coerência” em um dado processo sócio-político demarcado, por exemplo:
Eu realmente não creio que a Republica baseada em princípios que não sejam suprapartidários conseguirá construir uma sociedade livre, igualitária e fraterna, mas respeito quem crê nisso, alias, como não são poucos os que crêem e que usam de tudo e de todos para conseguir moldar seus tentáculos para forjar a tal sociedade de direitos. Resta a pergunta: direitos de quem? (e olhem, eu mesmo já acreditei nestas coisas)
Apontar o dedo no rosto de alguém à dada altura da vida é sem duvida um equivoco. Não sou santo, não sou um exemplo de moralidade, odeio sem apontado como exemplo, odeio bajulação, os puxa saco são os piores rastes de ser humano, não sirvo como base para ninguém que quer ser “incluso” facilmente nesta sociedade machista, homofóbica, “alva”, racista e que cria pessoas fanáticas que querem chegar aos escalões da política e construir uma “carreira pública” baseada no seu bem próprio e nada mais. Já disse a amigos e conhecidos que me disseram ser possível uma pedida para que eu fosse assessor e minha resposta foi à única que eu poderia dar não me envolvo com os rastes da sujeira.
Enfim... Para que não paire duvida e que nenhum saci vista a carapuça por aí saibam que isso é apenas um desabafo e que nada tem haver com a realidade deste dia.
Não creio naquele que aponta o novo errado, talvez certo estava Heráclito quando afirmou que “Nada é permanente, exceto a mudança.”
E estamos conversados:

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