Eu Tenho Pena de Vocês

sexta-feira, 27 de julho de 2012.

Ulha sumano que fiquei até com dó de alguns candidato dotô por aí que “dizem” é “humilde”, “honesto” e que não vai gastar nadica de nada, alias, vai gastar mais bem pouquinho né.
Contando uma historinha bem longe da carochinha: o papo é o seguinte. Um amigo se encontrou com uma senhora da “alta” de Belém que disse meio assim “ah, meu amigo tem o/um parente candidato lá em Santa Izabel e vai gastar e muito nessas eleições, só para a pré-campanha já tem guardado meio milhão”.
Não vou citar nomes aqui, primeiro porque não tive autorização das pessoas envolvidas nas histórias e segundo porque para bom entendedor meia palavra basta.
Prosseguindo...  Bem se o cidadão gastou meio milhão na pré-campanha, quanto não vai gastar em toda a campanha? O fato é muito simples a campanha eleitoral como nunca antes na história deste município (emprestei Lula) começou cedo e cedo demais e isso é um recado para a oposição saibam trabalhar com a cabeça não tentem medir força financeira com o candidato a combater, pois se de um lado temos alguém com uma estratégia clara “vencer no cansaço”, já fizeram isso outras vezes e deu certo. O esquema é desloca-se o máximo de recurso apenas para desgastar o opositor e com o fundo muito bom leva-se na boa a eleição até o fim, enquanto o outro vai vendo a banda passar sem poder tocar.
É tanto blá blá blá e tanto papo furado durante as eleições que eu sinceramente não sei se tenho coragem de sair de casa para fazer parte disso, mas enquanto houver esperança.
Sim, quase esqueço de dizer uma história que ouvi enquanto passava a chuva em frente a fachada do hospital municipal, o papo é o seguinte:
Estava eu descendo a rua com a minha cunhada para irmos para casa e caiu aquele velho “toró” nosso de cada dia e nos refugiamos na fachada do hospital junto com outras pessoas. No meio dessas outras pessoas havia um grupo de meninas que aparentavam possuir lá pelos seus 20 ou 19 anos e o que me chamou a atenção foi à forma jocosa com que elas tratavam o processo eleitoral. A descrição de uma delas acho que contempla todas, vai abaixo:
- Menina, aquele candidato me deu o santinho dele e eu quando olhei, olhei nas fuça dele e disse logo que tava muito diferente pra ser ele, mas aí eu pedi logo para trabalhar, né mana. Sabe como é né? Quando a gente pode balança o pau dum e distribui santi... quer dizer diabinho dos outros, é porque no final a única coisa que eu sei que sobra pra nós é o dinheiro que ganhamos trabalhando e as bandeiras que eu uso como toalha de mesa lá em casa, todos os dias eu tomo café olhando as ventas deles, todo dia olho pra uma cara diferente.
Sacou a moral da história? Eu só sei que tem gente na rua “trabalhando”, tem gente na rua pendurado nos cocoró do candidato e tem gente que já está balançando “o pau do candidato” como disse a moça da minha passagem de chuva.
Isso tudo escrevi porque lembrei dessa conversa da moça e escutando a música Fátima da banda aborto elétrico que depois da separação ficou com a banda Capital Inicial traduz bem o meu sentimento hoje, com vocês Fátima:

3 Comentários:

Prof. Adinalzir disse...

Olá, amigo! Um pouco sumido... mas passando para prestigiar o seu blog. Aqui no Rio também têm muita gente que trabalha para candidatos em época de eleições. Mas no entanto, querem que eles se fu... Entendeu, né?
Abraços, e não esqueça de votar lá no blog. :-)

Prof. Adinalzir disse...

Já votei no seu blog. Deixei lá 6 votos por e-mail, um no twitter e outro no Facebook. Fora a divulgação, rsrs. Conte comigo e desculpe a falta de tempo para mais visitas.
Abraços, :-)

Blog do Tiago Sousa disse...

rsrsrsrsr e vc tem razão Adinalzir. O retrato do desprezo da moça da conversa se traduz quando ela diz por uma cara diferente de candidato para insultar todos os dias depois das eleições. Ela se dá por satisfeita assim, eu não consiguiria fazer algo do tipo, me falta figado pra isso.

 
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