A campanha política

quarta-feira, 29 de agosto de 2012.

Por Denize Sousa Pereira*

Observando o cenário do desenvolvimento das campanhas eleitorais deste ano, percebe-se algumas situações que merecem ser destacadas: Primeiramente, no que diz respeito ao início da campanha propriamente dita, como postei em outra oportunidade, realmente foi uma situação completamente atípica, quando um candidato, não se por querer se fazer conhecido ao povo, ou se  por ostentação de poder econômico para inibir os outros candidatos,  ou ainda,   se por completa ingenuidade política, precocemente colocou a campanha literalmente na rua, ao que parece ainda tentando intimidar seus concorrentes. A verdade, é que o fato acabou por desgastar algumas campanhas, pois, o que antes só era vista nos dois últimos meses, terá prolongado por noventa dias exaustivos de propaganda que, de acordo com comentário do povo ao invés de contribuir para o desempenho dos candidatos, serviu para aumentar a irritação do povo, que fica saturado de tanto merchandising. Entendemos que a questão visual e auditiva da divulgação é importante, porém, fazer disso a principal ferramenta de campanha, pode ter até seu efeito contrário, pois o povo pode se aborrecer com os excessos.
Outro ponto, são os candidatos  casuais, que, pelo que percebemos, pouco ou nada entendem do processo e de seu papel durante e depois da campanha. Candidatos cheios de entusiasmo, como se fosse uma simples brincadeira de competir, com pouco ou nada de conteúdo, e pior, agindo como se fossem autoridade, e, o que percebemos também, é que os candidatos que se dispões ao pleito, são cada vez mais jovens. Sabemos que existem muitos jovens que são politizados sim, e são peças valorosas para o tema em questão, porém a maioria dos que se candidatam não demonstram tal condição. É uma pena, que dos recursos permitidos pela legislação, os mais utilizados, são os que apenas apresentam o nome dos candidatos, permitindo que as pessoas só o avaliem pelo que a propaganda diz sem ter a oportunidade de analisar o teor do candidato segundo suas propostas e conhecimentos mínimos considerados para tal responsabilidade.
Assim sendo, em muitos casos, o eleitor, infelizmente, acaba se deixando influenciar por toda sorte de publicidade, onde muitas vezes acaba decidindo seu voto tão somente pelo motivo do candidato ser o mais divulgado, com a intenção de “não perder o seu voto” como alguns dizem, abandonando assim a oportunidade de eleger quem realmente tem qualificação para representá-los de acordo com suas reais expectativas. Enfim, o que acaba ocorrendo é escolha de candidato desqualificado por eleitor alienado.
 Vamos aguardar o resultado de tudo isso, só então é que saberemos o que é que realmente influencia na decisão do povo, se o que o candidato realmente é, ou se o que impõe com suas “estratégias políticas” de marketing pessoal.


Sobre o Autor:
Denize Sousa Pereira *Denize Sousa Pereira nasceu em Santa Izabel do Pará em 1964, Especialista em Gestão Pública, formada pela UNAMA, 2003 - Tema de preferência: Empreendedorismo na Gestão Pública. Denize escreve todas as terças para este Blog.

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