BR 316 - PARÁ

sábado, 18 de agosto de 2012.
Por *Rodrigo Bruno de Sousa


Os 20 km desta rodovia federal esta passando por modificações que visam à obstrução de retornos consentidos pela PRF, mais que no fundo alguns eram clandestinos. Devido à grande quantidade ao longo dessa extensão de rodovia federal. Que causavam e causam uma quantidade acentuada de acidentes por conta de inúmeros fatores, onde um deles elenco denominado de “imediatismo” ou o jeitinho brasileiro. O de querer se dá bem em tudo.
A verdadeira obstrução ocorre quando pedestres ciclistas e motoristas em geral, provocam acidente e alguém vem a óbito. Interrompendo por um “tempo” (minutos e até horas) que acaba, dificultando o compromisso de alguém que nada tem haver. Por conta o imediatismo de fulano, ciclano e beltrano.
Escuta-se reclamação de motoristas que a PRF estabeleceu essas obstruções sem uma consulta previa. O que dificulta o trabalho dos próprios causadores de infrações brandas, mais quando somadas aos montes durante todo um dia. São absurdas. Por isso, penso que essa medida foi à solução? Acredito que não. Para mim, foi uma medida extrema que pretende reduzir pelo menos os acidentes que ocorrem motivados pela quantidade excessiva de retornos que existiam. Acredito que a solução virá tomada em parceria com os condutores dos mesmos e o apoio desta instituição que é a responsável em manter a ordem nas estradas federais. Instituição criada para:
Fiscalizar a questão do tráfico de pessoas (denúncia ou não); Fiscalizar a questão de contrabando de cargas (denúncia ou não); Fiscalizar a questão do tráfico de drogas (denuncia ou não);
Acredito que superficialmente essas atribuições são dessa instituição. Mas, a PRF, atua como membro do estado ainda paternalista:
Intervindo em brigas; Em acidentes causados por ingestão de bebida alcoólica; Acidentes por conta do imediatismo; Acidentes pelo uso indevido do aparelho celular; Acidentes por inexperiência do condutor (negociação da CNH); Acidentes provocados por ultrapassagem indevida.
E, ainda a legitimação paternalista se dá em feriados prolongados, onde a PRF, lança uma “fralda” orientadora e aplica aos condutores, que:
Semanalmente dirige-se em vias urbanas burocratizadas (sinalizadas) e o feriado prolongado favorece um passeio pelos ambientes onde existe uma única alternativa a BR 316. Que se torna um corredor sem limites para alguns. Ai, lá vai a PRF atuar paternalmente sancionando suas regras.
Uma discussão interessante é que os condutores em seu discurso demonizam a PRF, com inúmeros dizeres: Que desse jeito vou ter que aumentar a corrida, com o retorno tão distante (taxista); Agora vou me atrasar mais em deixar meu filho na escola, vou ter que ir lá mais à frente (os pais); desse jeito o patrão vai pensar que estamos passeando por ai (motoristas de entrega) e tantos outros reclamantes.
 É legitima a reclamação a não aceitação de normas sem consulta previa. Acho injusto aos motoristas que conduzem responsavelmente sua direção. É aplicada a generalização, por causa de uns todos serão penalizados. Infelizmente.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa *Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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