ATO DE FALAR

quarta-feira, 5 de setembro de 2012.

Por Rodrigo Bruno de Sousa*

Às vezes sentado no banco da parada de ônibus, me pus a observar as pessoas conversando e olho para os lábios. Ficando impressionado com essa capacidade de expressar sensações, sentidos, dor, apreensão, alegria, ânimo, e tantas outras sensações. Questões básicas que possibilitam a extensão do nosso ser. Mais tem gente que não reconhece tal capacidade. Prejudicando-se através das drogas. O ato de falar é a porta de entrada e de saída.
O que é falar? É a forma magistral do ser humano expressar suas sensações, mas sabendo que não é a única. Para que falar? Para dizer que sou ser - humano?  Tenho que falar? Por que falar? Para aproveitar a aproximação das pessoas e/ou para distanciar-me das mesmas. E o que falamos? Acredito que coisas boas e não muito boas. Alegrias, tristezas. Por que ambas em oposição. O que esta entre alegria e tristeza? Como falamos? Através de todos os órgãos do corpo, mais exclusivamente pelo sistema vocal.
Por que só nós falamos? Esta questão é a mais complexa, penso. Diante de tantos animais na terra, alguns até com estrutura auditiva, vocal (parecida). Para esta grande questão recordo a frase de M. Heidegger, que “O homem tem mundo, a flor, a água não! Por que o homem explica sua realidade e nela pode intervir”. Não sei se esta frase corresponde à inquietação.
O ato de falar tem a ver com o conteúdo ou com o simples gesto labial? Não importa qual seja. É fascinante. O corpo de forma geral se expressa. Deve ser fantástico quando você presencia seu filho (a) começar a falar. E quando ele (a) fala de mais? Ou tem problema no sistema vocal?
O ato de falar tem caracteristicas humanas. Quando vejo em alguns filmes e/ou desenhos animais falando. Pergunto. Como seria se outra espécie animal tivesse esta capacidade? Homem/mulher dominaria como tal? Acredito que não. O próprio homem não se entende com o da própria espécie. Imagine os peixes (Procurando Nemo)? Os gatos (Garfield)? As galinhas (fuga das galinhas)? Será que cada qual seriam independentes e não viveria no mesmo plano terrestre? Alguns são alimentos, outros de estimação. E aí? O que você pensa a respeito disso? 
Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa *Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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