IDEOLOGIA PARTIDÁRIA X REALIDADE POLÍTICA

terça-feira, 4 de setembro de 2012.

Por Denize Sousa Pereira*


Nossa realidade política está bem distante da teoria utilizada para concepção político-partidária. É certo que temos garantido pela constituição federal o direito de votar e ser votado. Para tanto, os critérios estabelecidos segundo percepção dos legisladores está muito aquém do necessário para que tenhamos uma política da forma que realmente adequar-se-ia aos interesses individuais com fins coletivos, uma vez que, um partido é criado com o propósito de contemplar o que seria ideologicamente falando, suas propostas, numa linha de pensamento, que primasse por um caminho o qual se acredite ser o ideal defendendo geralmente um ponto de vista comum aos que venham integrar uma união de pessoas para defender o mesmo propósito. Os partidos foram então criados de acordo com um conjunto de orientações políticas que podem evoluir na medida em que o partido vai crescendo e o mundo se transformando. É esse conjunto de idéias que define se um partido é de esquerda ou direita ou centro... Porém, o que observamos é que esse conjunto de quesitos estabelecidos para concepção de um partido é esquecido quando necessário por em prática, o que acaba assim, sendo, o partido, apenas com meio (de preferência mais fácil) para conquista eleitoral. É notório que a maioria dos candidatos desconhece a ideologia de seus partidos, e, por isso, acabam por defender coisas que seriam antagônicas as orientações deles, pois, o que deveria ser buscada pelos políticos na hora de escolher um partido a ser defendido durante sua vida na condição de representante legal, tanto no  executivo ou legislativo, acaba sendo  esquecida quando se chega ao poder, ou quando as alianças são firmadas para se chegar  ou se manter  nele. Mas, acreditamos que grande parcela de culpa por essa situação é dos próprios dirigentes dos partidos que se preocupam apenas em ter pessoas que sejam elegíveis e militantes de ocasião em detrimento aos objetivos partidários. O que chega a ser comum é o comentário muitas vezes usado como desculpa: “eu voto é na pessoa a não no partido”, mas sob o ponto de vista legal, como podemos escolher uma pessoa para nos representar, se não tem afinidade com nossas expectativas? Nesse caso, o que concluímos é: O fato da obrigatoriedade do voto faz com que o partido político sirva apenas para a legitimação de candidatura de pessoas sem compromisso ideológico, alimentando uma situação utópica de que somos livres porque vivemos em uma democracia. E por falar em democracia... Acho que temos muito assunto pela frente.

Sobre o Autor:
Denize Sousa Pereira *Denize Sousa Pereira nasceu em Santa Izabel do Pará em 1964, Especialista em Gestão Pública, formada pela UNAMA, 2003 - Tema de preferência: Empreendedorismo na Gestão Pública. Denize escreve todas as terças para este Blog.

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