DIÁRIO DE BORDO

segunda-feira, 8 de outubro de 2012.

Por Helani Sá*


A DES-CONSTRUÇÃO DE UMA EXPECTATIVA

No ano de 2011 decidi me filiar a um partido político pela primeira vez, pois nunca havia me filiado antes. Pensei em vários: PSOL, PSTU, PCO, PPS... Só não pensei no PT por que já vivi uma experiência com o PT em na prefeitura municipal onde trabalho, Bujaru, e para mim está sendo um exemplo de DES-gorverno e ainda, devido a certas alianças que o PT havia formado no município nesses últimos anos. A convite de uma amiga, escolhi o PPS—PARTIDO POPULAR SOCIALISTA. Analisei e estudei sobre o PPS, e sobre todos os outros que citei, para saber se tinha alguma coisa haver comigo, bem, gostei da filosofia do partido e ainda ao que o partido se propunha naquele momento para o caso específico de Santa Izabel do Pará. De cara percebi algumas “pessoas estranhas” (as chamarei assim para não citar nomes pois não quero responder processos), porém, em sua maioria, o partido era composto por pessoas que sempre percebi que estavam na luta por uma cidade melhor no que diz respeito às políticas públicas. Todos ali estavam unidos por um objetivo: defender o nosso município para que o mesmo saísse do “vício” da era pmdebista. As reuniões eram sempre empolgantes com opiniões fortes com tendências marxistas etc e tal...
E o grupo foi crescendo... Vieram alguns partidos atraídos pela nova “liderança” política que surgia em Santa Izabel!

E O REBANHO FOI CRESCENDO E ENGORDANDO...

 Durante o ano ocorreram diversas reuniões, formações políticas, palestras, encontros. A primeira de que participei foi a Conferência Municipal do PPS na qual me propus a ser delegada para representar o PPS-Santa Izabel na Conferência Estadual. Estava tudo “lindo”! 

                               INAUGURAÇÃO DO DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PPS

Esse dia foi bacana. Enfim a materialização de um objetivo. Tínhamos uma referência!
Estava lotado! Não sei de onde apareceu tanta gente assim. Depois teve um almoço. Tivemos a presença inclusive do Deputado Jordy. A “coisa” estava tomando forma. Boas expectativas rondavam naquele momento... E os comentários e expeculações também. Começou-se a questionar, será que ele vai? Será que ele desiste? Mas eram apenas fofocas, pensei.

RETORNO REPENTINO DAS PESSOAS ESTRANHAS

Como que por encanto as pessoas estranhas voltaram a frequentar as reuniões do PPS cheias de vigor, idéias, discursos e razão. Algo pesado pairava no ar. Começaram as justificativas: com partido tal não dá pra coligar por que eles não têm estrutura, com tal não dar por que eles não querem ser vice, com tal não dar por que eles querem dar uns carguinhos na prefeitura quando assumirem... Mas a principal questão era: quem será o vice do PPS? E os dias passavam e não se via resposta para a pergunta mas nosso presidente insistia e dizia:
- o PPS vai lançar canditura própria sim, isso que estão dizendo por aí é mentira! Mas eu meio mas, a democracia é a vontade da maioria e não do indivíduo. As pessoas estranhas defenderam tão bem a condução do rebanho quanto aqueles cães que ajudam o boiadeiro a tocar o gado.

Em minutos o gado estava já na fazendo do oposto.

TUDO ACABADO

Convenção municipal, o PPS em peso e alguns com a ilusão de que o nosso ex-candidato a candidato seria o vice. Veio o balde de água fria: não, é o Carlinhos! Não fiquei nem um pouco surpresa, a essas alturas eu estava pensando se continuava ou não com minha candidatura. Uns diziam, “vamos chutar o pau da barraca!” Eles nos traíram! E eu pensava: não, vocês traíram primeiro! Uma das “pessoas estranhas” que havia sumido por um tempo, estava empolgadíssima nesse dia. Vestiu a camisa do PPS, pos um boné para se proteger do sol enquanto pulava feliz com uma bandeirola na mão. 
Hoje penso que tudo foi um jogo de cartas marcadas. Primeiro se criou um grupo, fez-se o grupo crescer para depois levá-lo para o lugar em que a maioria das pessoas não iriam espontaneamente. Engordar o gado para o abate.

REGRAS DO JOGO

1—Filiação: Só se pode ser candidato quando você está filiado a um partido por no mínimo 1 ano;
2—Fidelidade partidária: principalmente o candidato, ou quem estiver exercendo cargo, deve ser fiel ao seu partido político, ou seja, se o partido se jogar na lama, ele tem que se jogar também, caso contrário, ele resolva ir pela calçada, será expulso e impedido de concorrer, caso candidato;

MEUS OBJETIVOS

Entrei na política com o objetivo de realmente fazer algo para que nossa cidade de fato AVANCE e saia da estagnação na qual se encontra. Não estou em busca de carguinho na prefeitura, tenho meu emprego, sou funcionária pública efetiva em Bujaru, obviamente SE um dia ainda houver concurso público em nossa cidade eu farei o concurso e se eu passar, certamente assumirei o cargo. Somente assim. Não sei ser capacho. Tenho opinião própria e não sou marionete, não sei puxar saco, não sei bajular, não sei jogar confete.

PLANOS PARA O FUTURO 

Novamente estou estudando e avaliando os partidos políticos. Sou de esquerda e não tenho como negar isso!

 DE QUE LADO ESTOU?

Estou do lado da coerência, da ética e dos meus princípios.

*Helani Sá, 33 anos, assistente social e professora de espanhol


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