CAPACETE

quinta-feira, 29 de novembro de 2012.

Por Rodrigo Bruno de Sousa*

Estava aguardando condução denominada pela população como GOL, ou seja, Grande Ônibus Lotado maneira descontraída de se sentir proprietário do mesmo em horário de pico. Mas descrevendo a cena que após mais uma tarde de aula. Chama-me atenção! Passa uma figura masculina de estatura de 1,65m, negro, com uma idade de 35 anos acima, numa bicicleta adaptada com garupa na frente e na traseira (contendo baús de madeira) estava de calça, sapato e camisa de meia, mais o que chamou atenção é que estava em sua cabeça um capacete de motocicleta aparentemente sem viseira, mas posto em seu crânio. E indaguei. Será ser um doente mental? Mas logo refiz o meu pensar, acredito que seja uma maneira de protestar contra toda essa insanidade que passamos nós condutores de veiculo de tração humana (bicicleta). Pois os motoristas automotivos para estarem habilitado a guiar o veiculo precisam passar por um treinamento “regulamentado”. Mais, acredito que ao receberem a licença de condutor pelo órgão, não a utilizam adequadamente. Pois, tornam-se mais uma pessoa que tem a grande responsabilidade de conduzir o seu ou da empresa, seja qual for à responsabilidade, é grande. Acredito ser importante acrescentar que ao entrar no processo de tirada da carteira nacional de habilitação o (a) entram em um “rito de passagem”, pois dirigir sem habilitação é como se estivesse a conviver no mundo “profano”, o rito é a preparação para a grande entrega, ou seja, entrada ao plano “sagrado” que para alguns se torna a legitimação para provocar ou fazer parte de um acidente.
 Esta pessoa descrita acima na sua simplicidade e criticidade, seja em qual condução estiver, se estar na rua a transitar hoje em dia, têm que trafegar por si e pelos outros. Pois como sabemos a idéia de que tenho que chegar, cumprir horário imposto pela ‘sociedade capetalista’ é tremendo, pois os homens que agem dessa forma estão aniquilando vidas inocentes e sem contar que também a sua própria.
Penso que este cidadão que demonstra essa percepção de entender os meios de transportes que circulam em nossa capital, tomou uma atitude pacifica, se não chamá-la de “invisível” para se proteger em vista da ausência dos poderes públicos competentes.  Lembrando que as vias são feitas para veículos automotores deixando a desejar os pedestres e ciclistas.


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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