Capital da Inconsciência Ambiental - Belém

segunda-feira, 19 de novembro de 2012.

Por Rodrigo Bruno de Sousa*

“O mal estar da ou na sociedade”, que seria? A perda de valores, de princípios, de respeito, de consciência do papel enquanto cidadãos e cidadãs dotados de dignidade e sabedoria, isso sem duvida é significativo. Mas legitimamos seguindo um roteiro ditado pela sociedade descartável que transforma as relações humanas em comportamentos de mesma natureza. Este minúsculo texto traz uma inquietação, pois é preocupante as cenas de arremesso de produtos industrializados como embalagens, guardanapos de papel, copos descartáveis, até côco são jogados pela janela de automóveis. Um absurdo?
Diante de campanhas, palestras, protestos de sensibilização. O que falta? Através da sensibilização/conscientização de que cada arremesso destes itens por dia causa as noticias que acompanhamos pela TV. Imaginemos o que pode acontecer, na capital Belém, cujo resido na região metropolitana, no município de Marituba, precisamente no bairro Che Guevara que é carente de saneamento, asfalto, água potável, outros. Nem falo da coleta de lixo da RMB, da inconsciência provocada em parte pelos poderes públicos, mas a população é muito mais numerosa e desinteressada pelo ambiente que reside. Você precisa ver onde tem gente tem lixo. Que poderia virar luxo, ou seja, objetos de uso. É inaceitável, que aos domingos na conhecida “Praça da República” ocorre um dia de lazer para “todos”. Com feira de artesanato, barracas de comidas típicas outros. Lamentável presenciar o lixão que fica. O que é mais preocupante é observar os adultos acompanhados dos filhos (crianças) não pela companhia. É claro. Mas, onde esses marmanjos jogam aleatoriamente estando próximo a lixeira. “Se meus pais jogam, por que não posso jogar também”? Pensam as crianças...
Penso que os adultos agem por entenderem que pagam impostos, então tem quem limpe, então posso jogar, estou exercendo minha cidadania, só se for à cidadania da sujeira. Bora ver quem suja mais? Será que com minúsculas atitudes como guardar casca de bombons, chicletes no bolso, camisa, mochila, sacola, outros? Por que, prefiro jogar no chão? Será que pensam que nunca iremos sofrer com esse clima calorento? Que já passamos inclusive nos dia de hoje?
Para refletir. Você lembra! Da primeira casca de balinha, do primeiro copo descartável, do primeiro saco de biscoito recheado, do saco de pipoca pantera. Que arremessou! Sabia que ainda esta na natureza?  E Que o titulo deste poderia ser diferente?


Sobre o Autor:
Rodrigo Bruno de Sousa*Rodrigo Bruno de Sousa Nasceu em Altamira no Pará em 82, é bacharel em Ciências Sociais e também graduando do curso de Ciências da Religião – UEPA e participa do Grupo de Pesquisa dos Movimentos, Instituições e Cultura Evangélica da Amazônia - MICEA

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